Bolsa família: quem tem direito?

Um dos programas mais antigos do governo federal, o bolsa família é direcionado a famílias de baixa renda

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Sempre muito criticado mas também utilizado na mesma proporção, com mais de 13 milhões de pessoas dependendo do benefício para sobreviver, o bolsa família foi criado em 2003 durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. O crescimento da adesão ao programa foi astronômico e em menos de dez anos, o número de beneficiários subiu de 3 milhões para 14 milhões.

Os dados são de 2003 até 2012. Mesmo com as retaliações e golpes, como os quando pessoas que não precisam no benefício usufruem através de má fé e também falta de controle dos cadastros por parte do governo federal, o bolsa família permanece e mensalmente recebe novas inscrições.

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O programa é baseado numa transferência de renda para pessoas de baixa renda ou extrema pobreza, que comprove alguns critérios para receber o benefício através de um cartão magnético utilizado nas agências bancárias. Um dos principais objetivos do bolsa família, desde o princípio foi acabar com a fome no Brasil, que é uma realidade de muitas famílias até hoje.

 

Ainda que um grupo de pessoas que moram na mesma casa possui renda, dependendo de quanto é a renda per capita, essa família se encaixa nos critério se essa renda não arca com despesas básicas e impede de ter uma vida digna. São consideradas famílias pobres quem vive com uma renda de até R$ 178,00 por pessoa.

O requisito básico para se cadastrar do bolsa família é ser assíduo nos Centros de Referência e Assistência Social da sua cidade e manter um cadastro no CADúnico, conhecido como cadastro único. As informações podem ser cruzadas e suas informações sempre atualizadas.

Se esse é um dos seus casos e está difícil se manter com a renda que tem hoje, preparamos este artigo completo para você pensar se o bolsa família pode te ajudar a se reerguer. Benefícios sociais são direitos básicos oferecidos pelo governo a população, então, caso esteja realmente precisando não exite em procurar.

 

Tenho
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direito, o que faço?

Primeiro, procure o setor responsável pelo bolsa família na sua cidade.Normalmente, é um setor da prefeitura que tem o nome de central do bolsa família ou do cadastro único. Apresente seus documentos pessoas para iniciar com o cadastro no CADúnico. Após essa etapa, o Ministério do Desenvolvimento Social faz uma seleção para saber quem poderá ter mensalmente o valor.

É importante saber que mensalmente existem novas seleções para o bolsa família. Então, se não deu na primeira, tente até conseguir. As listas ficam disponíveis nas centrais e também no site do Ministério do desenvolvimento social e é importante sempre conferir para dar continuidade no processo.

O cartão e orientações de uso podem ser passadas pelas assistentes sociais da central. O valor cai numa espécie de conta em uma data padrão para todos os beneficiários e já é previsto para cada família. Normalmente, o valor não deve passar dos R$ 300,00.

 

Opções de benefícios

Tipo básico e tipo variável

O básico é direcionado a família de extrema pobreza e o auxílio é de R$89,00 mensais. O variável é para famílias que têm gestantes, mães que amamentam, crianças e adolescentes de 0 a 15 anos. O valor de cada benefício é de R$ 41,00 e cada família pode acumular até R$205,00.

Na página do programa bolsa família estão os detalhes de cada tipo de benefício. Estamos no fim do ano e já chegou a hora do abono natalino, um valor a mais para o beneficiário ter festas de fim de ano mais fartas. O valor é o mesmo da parcela mensal, é como se fosse um 13º para o trabalhador. Falaremos mais desse abono a seguir.

 

Abono natalino

Começou a ser pago no dia 10 de dezembro através de um recente medida provisória aprovada. Mais de 2 bilhões de reais serão distribuídos entre as famílias beneficiadas e o valor vai cair na mesma conta que você recebe sempre. Existe um calendário de pagamentos, que começa pelo final do NIS.

O começo dos pagamentos é para o final 1 e assim sucessivamente.O final 0 é o último a ser pago, no dia 23 de dezembro. Consulte e não deixe de aproveitar esse dinheirinho a mais para melhorar o seu natal ou de alguma família que está precisando muito de uma ceia farta!

 

Descobri que posso receber o bolsa família, mas tenho receio!

Saiba que desde a sua criação o pagamento do bolsa família não falha. Sabemos de diversos casos, onde pessoas que deixaram de ter uma renda baixa e saíram de uma situação de pobreza, mas por má fé não retiram seus nomes do cadastro, contando com a sorte de que o governo federal irá revisar minuciosamente com frequência, ou, aplicam golpes.

Se você precisa, vai usar com sabedoria para também mudar a realidade financeira da sua família, seja muito bem vindo e aproveite! Existem histórias de quem fez coisas boas com o dinheiro e também de quem utilizou para práticas desonestas, mas na maioria das vezes esse benefício só vem para o bem.

 

Me encaixo nos critérios!

O primeiro passo é procurar pelo CRAS do seu município para ter um cadastro atualizado. Frequentar o CRAS também é importante, porque existem diversas ações oferecidas para a assistência social, de graça que podem também mudar o futuro da sua família: como cursos, oficinas e encaminhamento para empregos formais.

Não se esqueça dos seus documentos, porque só assim você vai entender como o valor é calculado para cada pessoa da família. Depois, é só acompanhar o calendário mensal de pagamentos e ir até a agência bancária realizar o saque. Como já dissemos, dificilmente o dinheiro vai atrasar.

 

Gostou das dicas? Então se informe sobre seus direitos, principalmente se a situação financeira chegou em um ponto que você não sabe mais para onde correr! Respeitando ou não, o bolsa família mudou a vida de diversos brasileiros e ainda é muito útil para mais de 13 milhões de famílias.

 

 

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