Brandão fora do Bando do Brasil – Agenda liberal continua?

A saída de André Brandão do Banco do Brasil, vem preocupando, de maneira significativa os economistas que contam com uma agenda liberal.

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Segundo o que se apura entre os analistas do mercado financeiro, a renuncia do presidente do Banco do Brasil é considerado um dos indicativos de que o governo vem enviando sinais contraditórios sobre continuar ou não a agenda liberal que foi desde o início defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Renúncia de Brandão

A renuncia de Brandão foi comunicada no início dessa noite desta quinta-feira. O posto foi assumido por ele no Banco do Brasil em agosto de 2020.

Bem como já foi noticiado desde o início, ele foi indicado pelo Ministério da Economia e sempre contou com a simpatia de Guedes.

É o fim da agenda liberal?

Mesmo que a saída de Brandão não signifique, de maneira direta, que a agenda liberal vai ser abandonada, existe uma conformidade entre os economistas que a renúncia é um sinal de que está crescendo o espaço para mexer nas estatais.

Além disso, o espaço está ficando cada vez menor para as empresas alinhadas ao mercado, muito além do que se imaginada no início do governo Bolsonaro.

É bem verdade que os economistas viam a saída de Brandão como visível e que ela já estava clara desde o desgaste sofrido em janeiro, depois do anúncio do plano de reestruturar o banco, onde se previa o fechamento de agencias e a abertura de dois programas de demissão voluntária.

Para alguns economistas, a saída de Brandão pode acabar tendo um cisto econômico e impactar o dólar e juros futuros, já que ele passa a gerar incertezas sobre a agenda liberal.

Nesse caso, o discurso para a ser mais truncado.

Portanto, de um lado tem a equipe econômica defendendo com unhas e dentes o liberalismo e do outro tem o presidente precisando enfrentar pressões políticas e que tome decisões que não estão de acordo com a agenda.

Esse tipo de comportamento pode acabar gerando um mal-estar dentro do mercado financeiro.

Foi a jornalista, Andreia Sadi, que publicou em seu blog que Bolsonaro demonstrou em janeiro não estar nem um pouco satisfeito com Brandão.

Na verdade, o presidente da República não gostou muito do anúncio do Banco do Brasil, fechar agencias pelo país e abrir os dois programas de demissão voluntária.

Desde então, a saída de Brandão do banco passou a ser vista como uma das possibilidades concretas do governo.

Para analistas o fim da agenda liberal já está encaminhado, antes de Brandão sair

Segundo alguns economistas, a saída de Brandão não deve acabar afetando a agenda do governo.

Segundo eles, a agenda liberal, com as privatizações e a abertura do mercado, já vem andando de passos bem lentos.

Eles afirmam que o mercado pode acabar repercutindo de maneira negativa a saída de Brandão, mas avalia que o executivo não tinha mesmo de comandar um perfil de banco público, mesmo que seja muito bem conhecido como um bom gestor do setor privado.

Assim, a saída passa a ser negativa, mas se torna uma oportunidade para colocar alguém que tenha um conhecimento maior dentro do setor público.

 

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