Ansiedade financeira: será que você gasta demais?

Trabalhar a mente pode te ajudar a economizar; saiba como

 

No último ano, o endividamento atingiu mais de 77% das famílias brasileiras, um número muito alto. Em muitos casos, a dívida chega por imprevistos, mas também porque não há planejamento financeiro. Será que o impulso não está lhe fazendo não ter dinheiro para realizar sonhos ou garantir o básico?

O conceito de ansiedade financeira pode ser traduzido em uma espécie de impulso por comprar, mas também aquela pessoa que fica nervosa ao pensar em controle de gastos. Ela é demonstrada também em dados da Serasa, que, ao conversar com pouco mais de 5 mil pessoas, a maioria falou que problemas emocionais levam a situações financeiras ruins, dessas, 61% relataram ter crises de ansiedade ao pensar na situação financeira.

A ansiedade financeira vem crescendo no país, e pensando nisso, traremos dicas importantes para identificar os sentimentos e solucionar esses problemas, para também, cuidar melhor da sua vida financeira. Acompanharemos a seguir como ter seu Dinheiro Bem Cuidado!

 

Ansiedade: será que tenho?

Muita gente se perguntar se tem ansiedade em alta, e a resposta é que quem tem essa dúvida, possivelmente é uma pessoa ansiosa. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o país mais ansioso do mundo, com 10% da população brasileira sofrendo com o transtorno. 

Basicamente, psicólogos afirmam que a ansiedade é aquele sentimento de que algo irá acontecer a algum momento. Entre os sintomas físicos, muitas pessoas possuem taquicardia, suor frio, tremores e até sensação de engasgo. Há ansiosos que ficam com intestino irritado, ânsia de vômito e até dor no peito, confundida até com problemas cardíacos.

A ansiedade, como qualquer outra doença, precisa ser diagnosticada por um profissional. Em casos mais graves, quando começam as crises, é recomendado buscar por médicos psiquiatras. Para aquelas pessoas que não sentem gravidade, comece procurando por terapia.

Agora que você sabe o que é ansiedade, saiba como ela pode estar influenciando nos seus gastos. Saiba haver casos em que as pessoas só se acalmam quando gastam, o que já é um problema grande a ser tratado.

 

Ansiedade financeira: por onde começar?

A seguir, traremos diversas dicas para lutar com o impulso por comprar e lidar com as emoções que levam as gastos desnecessários. Alertamos que ansiedade é uma doença, e que antes de seguir dicas, é preciso procurar por tratamentos médicos profissionais. Acompanhe!

 

Crie hábitos

Guardar uma parte do dinheiro, anotar gastos, fazer contas. É preciso escolher um hábito que lhe faça repensar os gastos, e um deles, é a anotação. Isso significa que tudo que entra, e tudo que sai, precisa estar no papel para que você sempre tenha noção do panorama do seu financeiro. Escolha o que for mais confortável, como uma planilha no computador ou um caderno e comece.

 

Observe o cartão de crédito

Os brasileiros que devem, devem muito no cartão de crédito. Isso significa que os limites de crédito são ótimos, mas podem ser grandes vilões financeiros se forem usados sem controle. Portanto, não aceite todo aumento de limite se acreditar que irá gastar tudo e não poder pagar. 

Uma estratégia é não contar com ele sempre, ou seja, deixe o cartão em casa para gastar exatamente o previsto. Ir com dinheiro preparado, seja no débito ou em espécie, é ideal para controlar os gastos e evitar ficar sem dinheiro pela empolgação ou ansiedade.

 

Planejar, e muito

Não compre tudo o que deseja, principalmente se não precisa daquilo com urgência. Então, sempre tenha em mente períodos de compra. Quando há muito dinheiro em conta, ou você acabou de receber um novo limite do banco, não compre nada. Em dias de ansiedade ou emoções negativas, também evite comprar e até olhar o que você tanto quer. Tudo isso irá te ajudar a ter controle emocional e somente comprar com a cabeça no lugar.

 

Algumas regras

Especialistas dizem que quanto mais passos a serem seguidos, melhores nos mantemos no caminho correto. Portanto, crie algumas regras e se faça perguntas quando quiser muito comprar algo. Se pergunta se precisa daquilo, se pode pagar por isso e se é a hora de comprar aquele item.

Se sua resposta for sim para as perguntas, compre, mas avaliando bem. Quem sabe sua mente também não está inclinada a ceder a essas dúvidas? Se pergunte, principalmente, quanto a necessidade daquilo no momento e se é possível esperar quando estiver em uma situação mais confortável.

 

Priorize a quitação de dívidas

Como já dissemos, muitas pessoas sentem ansiedade ao pensar nas dívidas. Então, que tal iniciar um planejamento para fazê-las sumirem? Sempre pensando primeiro na saúde financeira, imagine um planejamento a médio ou longo prazo para parcelas as dívidas. A dica é sempre começar pelas maiores, que irão demorar mais, e deixar as mais curtas para  o final.

Não pague dívidas se isso for comprometer a renda mensal. Se puder encaixar, tudo bem, se não, busque criar hábitos para reunir dinheiro e sair dessa situação difícil. Pagar dívidas é bom para seu bolso, mas ainda melhor para sua saúde mental.

 

Busque tratamento

Como já citamos, um tratamento de saúde mental pode te ajudar a sair de várias situações difíceis. Comece buscando por terapia com profissionais especializados em ansiedade, assim, ao ter o diagnóstico, você poderá ser encaminhado(a) para tratamentos medicamentosos, ou não. Comece cuidando de si mesmo e vá para as próximas etapas!

 

Desenrola

Já que vamos em dívidas, o governo federal anunciou o “Desenrola”, um programa para tirar brasileiros das dívidas. A ideia é que os endividados consigam altos descontos para sair dos cadastros negativos existentes no Serasa, SCPC e outros sem que as parcelas pesem no bolso. 

Por enquanto, o Ministério da Economia não trouxe muitas informações, mas saiba que está próxima à chance de negociar com lojas, bancos e outras empresas que negativaram seu nome. Possivelmente, o programa deve funcionar como as negociações mais comuns da Serasa, então, assim que tivermos nossas informações, você saberá como dar o pontapé em uma vida financeira mais saudável.

Mônica

Formada em Jornalismo pela UNIGRAN (Dourados), experiente em conteúdos de finanças.