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Auxílio emergencial não é suficiente para cobrir linha da pobreza

O valor de R$ 250 que irão ser pagos a partir de abril através do benefício do auxílio emergencial não é suficiente para ajudar os brasileiros.

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Segundo uma pesquisa antecipada pela BBC News, o valor não é o suficiente para cobrir as necessidades dos beneficiários de nenhuma das 27 unidades, ou seja, de nenhum estado do país, estejam essas pessoas na zona rural ou nas cidades.

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A pesquisa simulou os dados de pobreza e de desigualdade com os valores disponíveis no auxílio emergencial.

Auxílio emergencial não é suficiente – O impacto será pequeno

A partir da pesquisa, a conclusão a que os pesquisadores chegaram foi de que a pobreza e a desigualdade serão praticamente iguais a de um cenário onde o benefício não existe.

Isso, claro, é de acordo com comportamentos esperados pela população, onde com o benefício em mãos, algumas pessoas não vão buscar emprego.

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Nesse caso, a pesquisa consegue dividir os cenários entre a extrema pobreza, que consegue medir a renda mínima para que o indivíduo faça a ingestão básica de calorias.

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Já na pobreza, incluem o atendimento a necessidade básica além da alimentação, como a higiene.

Em Estados onde a linha da pobreza não é tão grande, como Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Tocantins e Rondônia, o valor mínimo calculado é de R$ 154 por pessoa.

Nesse caso uma pessoa com quatro pessoa que tenha um rendimento de um salário mínimo, com R$ 275 por pessoa, neles locais estariam acima da linha da pobreza.

Entretanto, nesses mesmos Estados mencionados, o valor dobra nas áreas urbanas, ultrapassando R$ 300.

Nesse caso, o mesmo exemplo acima com quatro pessoa que tem um rendimento de um salário mínimo passa a viver abaixo da linha de pobreza.

São Paulo tem a linha de pobreza mais alta entre as 11 regiões pesquisadas, onde o nível de renda mínima para que uma família fique acima é de R$ 592 por pessoa.

Valores não são suficientes para suprir as necessidades básicas do brasileiro

Três meses se passaram depois dos pagamentos do primeiro auxílio emergencial e o governo voltou a anunciar, em 18 de março, os valores seriam prorrogados por mais quatro meses.

Nesse caso, serão:

  • Para famílias com mais de uma pessoa, R$ 250,00;
  • Mães solteiras, R$ 375,00;
  • Pessoa sozinha, R$ 150.

A ideia central é que o programa pague menos em um volume menor para os brasileiros.

No ano passado, em 2020, ele custou R$ 290,9 bilhões, número que reduziu para R$ 44 bilhões em 2021, conforme a PEC – Projeto de Emenda Constitucional, pelo Congresso em 15 de março.

O valor menor está ligado a restrição de gasto do setor público, que acabou vendo as despesas cresceram no ano passado com ações para amortecer o impacto que a pandemia gerou na economia.

Auxílio emergencial não é suficiente – Economistas acreditam que programa deveria ter sido pensado melhor

Os economistas avaliam que parte do problema poderia ter sido resolvido se o novo programa estivesse sido melhor desenhado.

Ao invés de focar em famílias que tenha uma renda domiciliar de até três salários mínimos, ou seja, R$ 3.300, o governo poderia ter focado em um limite menor.

Assim, o foco seria nas famílias mais pobres, com um benefício maior.

Por exemplo os R$ 600 que foram pagos nos primeiros cinco meses, seria um bom valor para conseguir cobrir a pobreza extrema do país.

O mesmo deveria acontecer as famílias com os R$ 1.200 pagos as famílias que tinha crianças entre 0 até 6 anos ou mesmo gestantes.

Esse seria um valor fundamental para tentar romper o ciclo de pobreza, para que os problemas não se perpetuem para as próximas gerações.

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