Carta aberta dos economistas pressiona Bolsonaro a mudar de postura

Postei aqui ontem a carta aberta dos economistas, que foi assinada por mais de 500 representantes, onde pediam que o governo passasse a rever o comportamento frente a pandemia e começassem a darem o exemplo, tanto relacionado a vacina, quando a utilização de máscara.

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Antes de entrarmos de fato na notícia, acho importante atualizar que, atualmente, a carta aberta recebeu mais de 1.500 assinaturas.

Mesmo que a ideia central não era outra a não ser essa, o Congresso deve utilizar o documento para ganhar força frente ao presidente, Jair Bolsonaro, não somente no que diz respeito a reunião marcada para amanhã, mas diante do Ministério da Saúde também.

Ao conquistar a aderência de empresários, investidores e banqueiros de renome do país, a carta aberta dos economistas acabou isolando ainda mais o presidente.

Carta aberta dos economistas – Ideias vindas do congresso devem mover economia

A ideia criada pelo comitê de crise, seria conseguir melhorar a coordenação entre os Estados, mas também tirar do controle de Bolsonaro a responsabilidade de coordenar o país durante a pandemia.

Entretanto, no próprio domingo, no Palácio do Alvorada, Bolsonaro foi comemorar o seu aniversário com manifestantes.

Ao discursar no momento, ele disse que “estão esticando a corda” e que “só Deus” o tiraria do cargo.

Carta aberta dos economistas – Presidente do Senado responde Jair Bolsonaro

Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, decidiu responder o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.

Segundo ele, o negacionismo se tornou uma “brincadeira de mau gosto, macabra e medieval”.

Além disso, em reunião com um grande banqueiro da capital paulista, ele ouviu do mesmo que o documento dos economistas, simbolizava a paciência esgotada dos agentes econômicos importantes com o tipo de conduta que o presidente da República e do seu governo diante da pandemia.

Dólar opera em queda diante de ata do Copom e força da pandemia

O dólar começou essa terça-feira em queda. Isso acontece em meio a preocupações significativas da pandemia no Brasil e na Europa.

Além disso, um motivo bem comum que vem levando os investidores a modificarem o rumo da moeda é a ata da última reunião realizada no Banco Central do Brasil.

Até as 14:31 do dia de hoje, 23 de março de 2021, a moeda já caiu 0,42%.

Cenários que motivaram a queda maior do dólar

No exterior, os investidores estão aguardando declarações do Fed e da secretária do Tesouro, para compreenderem melhor o ritmo de recuperação econômica dos Estados Unidos.

Na Alemanha, o lockdown foi ampliado até o dia 18 de abril, onde foi pedido aos cidadãos que fiquem em casa para tentar impedir uma terceira onda da pandemia de Covid-19.

A partir desse comportamento, os preços internacionais do petróleo passaram a cair e chegaram a 4% de queda nesta terça.

Já aqui no Brasil, uma pesquisa desenvolvida pela Fundação Getúlio Vargas apresentou que a confiança dos consumidores brasileiros caiu 9,8 ponto em março, esse é o segundo menor valor desde maio de 2020.

Isso acontece em meio a força da pandemia no país e do colapso do sistema de saúde em diversas cidades.

Além disso, ontem a média móvel de mortes por covid-19 no Brasil acabou batendo um novo recorde pelo 24º dia, 2.298 por dia.

Vale lembrar que a Organização Mundial da Saúde alertou que as mortes no Brasil dobraram no último mês e que mais de 25% das mortes mundiais da última semana aconteceram em solo brasileiro.

Assim, a OMS cobrou que a condução da pandemia esteja alinhada dentro de todas as esferas do poder.

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