Dinheiro Esquecido do PIS/Pasep: Trabalhadores de 1971 a 1988 Podem Sacar Até R$ 2,9 Mil; Saiba Como Consultar e Solicitar o Pagamento Antes de Setembro de 2028
A Caixa Econômica Federal está liberando o saque de valores esquecidos do antigo fundo PIS/Pasep, uma oportunidade para trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos que atuaram entre 1971 e 1988.
Essa iniciativa tem chamado a atenção por trazer de volta recursos que ficaram guardados por décadas, e que agora podem ser resgatados por quem tem direito ou por seus herdeiros legais. Apesar do grande interesse, muitas dúvidas ainda persistem sobre quem realmente pode solicitar o dinheiro, como fazer a consulta e qual o procedimento para o saque.
O dinheiro disponível não tem relação com o abono salarial do PIS/Pasep que é pago anualmente. Ele se refere às antigas cotas do fundo que foram formadas durante o período de 1971 a 1988, quando valores eram depositados em contas vinculadas ao programa para os trabalhadores. Esse fundo foi extinto e seus recursos foram transferidos para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Conforme informações divulgadas pela Caixa Econômica Federal, o valor médio liberado nesses ressarcimentos tem variado entre R$ 2,8 mil e R$ 2,9 mil. No entanto, é importante ressaltar que esse montante pode ser maior ou menor, dependendo de diversos fatores, incluindo o tempo de contribuição e os valores depositados originalmente. Em alguns casos específicos, os valores podem até ultrapassar essa média.
Quem tem direito ao saque das cotas PIS/Pasep?
Podem solicitar o saque desses valores esquecidos os trabalhadores da iniciativa privada, bem como os servidores públicos que contribuíram para o fundo no período mencionado. Além disso, herdeiros ou dependentes legais também têm o direito de solicitar o resgate, caso o titular do benefício tenha falecido. Pessoas que já fizeram alguma solicitação anterior também podem verificar se há novos valores a serem recebidos.
Como consultar se há dinheiro esquecido do PIS/Pasep disponível?
A consulta para verificar se você possui saldo a receber das antigas cotas do PIS/Pasep deve ser feita de forma digital. O principal canal é o portal oficial Repis Cidadão, onde será necessário utilizar sua conta Gov.br, nos níveis prata ou ouro. Outra opção é consultar diretamente pelo aplicativo FGTS, disponível para smartphones em sistemas Android e iOS.
Como solicitar o saque dos valores?
O pedido para o saque dos valores esquecidos do PIS/Pasep pode ser realizado tanto de forma digital quanto presencial. Pelo aplicativo FGTS, o processo é simplificado. Caso prefira, é possível comparecer a uma agência da Caixa Econômica Federal para realizar o procedimento. Para trabalhadores que não possuem conta na Caixa, o banco cria automaticamente uma poupança social digital, que pode ser acessada pelo aplicativo Caixa Tem.
Herdeiros também podem sacar?
Sim, em caso de falecimento do titular das cotas do PIS/Pasep, os herdeiros ou dependentes legais têm o direito de solicitar os valores. Para isso, é necessário apresentar a certidão de óbito do titular, documentos de identidade e CPF dos herdeiros, e, em alguns casos, a certidão de dependentes habilitados em pensão por morte ou a certidão de união estável. Esse processo pode exigir documentação adicional dependendo da situação, especialmente quando não há um inventário concluído.
Qual o prazo para solicitar o saque?
É fundamental estar atento ao prazo, pois a solicitação dos valores das antigas cotas do PIS/Pasep tem um limite. O prazo para solicitar o saque dos valores segue aberto até setembro de 2028. Após essa data, os recursos que não forem sacados serão definitivamente incorporados ao Tesouro Nacional, perdendo a possibilidade de resgate. Por isso, é essencial que todos que trabalharam no período de 1971 a 1988 realizem a consulta, mesmo que não tenham certeza se possuem saldo disponível.
Para tirar dúvidas e buscar atendimento, a Caixa Econômica Federal disponibiliza canais oficiais, como o telefone 111 e o site oficial do banco. A informação é baseada em dados divulgados pela Caixa Econômica Federal.
