Governo promete Novo Bolsa Família em fevereiro. Veja as novidades!

Enquanto a população espera uma definição sobre a renovação do auxílio emergencial, o governo apresentou na última quarta-feira (27) mais algumas informações sobre o Novo Bolsa Família.

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O mais famoso programa social do Brasil deve ser reestruturado em fevereiro, e algumas novidades já são dadas como certas pelo ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni.

Quer saber o que vai mudar no Bolsa Família? É o que vamos falar neste artigo. Confira!

Novo Bolsa Família: entenda o contexto

Com a pandemia do novo coronavírus e consequente criação do auxílio emergencial em abril de 2020, muitos beneficiários do Bolsa Família passaram a receber provisoriamente as parcelas de R$ 600 do novo benefício.

Desde então, surgiram várias especulações a respeito do cancelamento ou mudança do Bolsa Família quando o auxílio deixasse de ser pago.

Mais para frente, o governo federal descartou a ideia de que o programa deixaria de existir, mas chegou a anunciar a unificação de vários benefícios sociais (incluindo o Bolsa Família, Abono Salarial e Seguro Defeso) em um só, num programa que foi inicialmente chamado de Renda Brasil, mas posteriormente divulgado como Renda Cidadã.

Porém, devido a muitas polêmicas, pressões políticas e pelo pouco tempo para articular como seria o Renda Cidadã, a equipe de Jair Bolsonaro acabou voltando atrás e descartou a ideia, mantendo o Bolsa Família para 2021.

Por outro lado, com o fim do auxílio emergencial, o governo mais uma vez foi pressionado para apresentar soluções às famílias de baixa renda que foram ainda mais afetadas pelo novo coronavírus.

Foi então que Onyx Lorenzoni anunciou que haveria um Novo Bolsa Família, ou seja, a reestruturação do antigo programa social.

Quais são as novidades do Novo Bolsa Família?

O ministro da Cidadania havia prometido divulgar oficialmente o Novo Bolsa Família até o final de janeiro de 2021.

Porém, na última quarta-feira (27), em entrevista à Rádio Bandeirantes, afirmou que alguns detalhes do planejamento ainda precisam ser acertados – principalmente a questão fiscal, já que o Orçamento do ano ainda precisa ser votado – e adiou o anúncio oficial para o mês de fevereiro, quando o Congresso retornará do recesso.

Entretanto, Lorenzoni adiantou algumas novidades dessa reestruturação. O programa deve passar a atender mais pessoas, incluindo algumas que recebiam o auxílio emergencial, mas que antes não estavam incluídas nos beneficiários do Bolsa Família.

A expectativa, segundo o governo, é de que aproximadamente 300 mil novas famílias passem a receber o novo benefício.

Além disso, também preveem um aumento no valor da bolsa. Atualmente, cada família recebe, em média, R$ 190 mensais do Bolsa Família. Com a reestruturação, a intenção é de que essa quantia chegue aos R$ 200 ou um pouco mais, dependendo do Orçamento aprovado para 2021.

Bônus por mérito

Uma outra novidade que possivelmente estará presente no Novo Bolsa Família é um bônus, em parceria com a Secretaria Nacional do Esporte e com o Ministério da Ciência e da Tecnologia, para estudantes que tiverem bom desempenho em práticas esportivas, escolares e de iniciação científica.

Onyx acrescentou que famílias que tenham crianças de até cinco anos também devem receber um valor adicional.

Apesar dessas informações, o ministro não deu mais detalhes sobre esses bônus e nem os requisitos para obtê-los, o que só deve acontecer em fevereiro.

Calendário do Bolsa Família 2021

É importante lembrar que, apesar das mudanças prometidas para fevereiro, o calendário do Bolsa Família 2021 já foi divulgado e o benefício começou a ser pago no mês de janeiro.

Para ver o calendário completo, veja este outro artigo.

E o Auxílio Emergencial?

O presidente Jair Bolsonaro e sua equipe estão sendo pressionados pela renovação do auxílio emergencial para 2021.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, havia dito que o benefício só duraria até o final do decreto do estado de calamidade por conta do novo coronavírus – que terminou em 31 de dezembro de 2020.

Entretanto, o número de casos da doença voltou a subir, assim como o número de desempregados, e muitos brasileiros que dependiam do auxílio estão agora sem saber o que fazer.

Alguns parlamentares chegaram a protocolar projetos de lei pedindo a continuidade do “coronavoucher”, e secretários de 18 estados enviaram uma carta ao Congresso requisitando o retorno do benefício (falamos mais sobre isso neste outro artigo).

Nos últimos dias, inclusive, circularam notícias em Brasília de que o governo estaria arquitetando mais 3 parcelas de R$ 200 do auxílio emergencial para 2021. Apesar disso, Bolsonaro continua afirmando que não há verba suficiente para custear os gastos do auxílio, principalmente se houver aumento no valor do Bolsa Família.

Microcrédito para quem recebia o auxílio

Onyx Lorenzoni também comentou que aqueles que recebiam o auxílio emergencial e não se enquadram nos beneficiários do Bolsa Família devem ser contemplados com um microcrédito digital para ajudar os pequenos negócios.

De acordo com o ministro, esse crédito teria uma carência de 4 meses e prazo de até 20 meses para pagar.

Assim que mais informações forem divulgadas, publicaremos aqui no Dinheiro Bem Cuidado. Então, fique ligado no nosso conteúdo e aproveite para receber dicas sobre cartões de crédito, bancos digitais, empréstimos e muito mais!

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