Marido de Professora Morta em Academia Recebe Alta Após Intoxicação em Piscina, Relembre o Caso Chocante

Marido de vítima fatal de intoxicação em academia de SP tem alta e agradece apoio

Vinicius de Oliveira, marido de Juliana Faustino Bassetto, professora que faleceu aos 27 anos após intoxicação na piscina da academia C4 Gym, na Zona Leste de São Paulo, recebeu alta hospitalar neste domingo, 15. Ele estava internado em estado grave desde 7 de fevereiro.

Em vídeo divulgado pelo site G1, Vinicius aparece sorridente ao deixar o hospital, agradecendo o apoio de todos. “Não tenho muito para falar. Mas obrigado para todo mundo que torceu”, disse ele, gravado por um familiar. Ele é a quinta pessoa a receber alta após o incidente.

Vinicius passou uma semana na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e mais um dia em um quarto do Hospital Brasil. A notícia de sua recuperação traz um alívio em meio à tragédia que abalou a cidade e levanta questões sobre a segurança em estabelecimentos como academias. Conforme informação divulgada pelo G1, os detalhes sobre o estado de saúde das vítimas e a investigação do caso seguem em andamento.

Academia interditada e sócios indiciados por homicídio

A academia C4 Gym foi **interditada** pela Prefeitura logo após o ocorrido. A Polícia Civil de São Paulo, com o aval do Ministério Público, **indiciou os sócios** da academia Cesar Bertolo Cruz, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terração por homicídio com dolo eventual. A investigação aponta para possível negligência no atendimento às vítimas e tentativas de dificultar o processo.

Mistura de produtos químicos é principal linha de investigação

A principal hipótese da polícia é que a intoxicação tenha sido causada pela **mistura inadequada de produtos químicos** na piscina. A suspeita é que o cloro tenha reagido com outro produto de tipo ou marca diferente, ou com alguma substância química imprópria, gerando uma reação tóxica. As dosagens e misturas eram realizadas por Severino Silva, de 43 anos, funcionário sem formação técnica específica.

Funcionário alega ter seguido orientações dos donos

Severino Silva afirmou em depoimento que **seguia orientações dos donos da academia** quanto à mistura e dosagem dos produtos químicos, recebidas via mensagens de celular. Essa alegação coloca em evidência a responsabilidade dos sócios na supervisão das atividades e na segurança do local, conforme apurado pela investigação.

Juíza nega pedido de prisão dos sócios

A juíza Paula Marie Konno, do Tribunal de Justiça de São Paulo, **negou o pedido de prisão preventiva** dos sócios da C4 Gym. Segundo a magistrada, a polícia e o Ministério Público não apresentaram motivos suficientes que justificassem a medida extrema, considerando que os investigados já prestaram depoimento e não há registros de que tenham intimidado testemunhas. A defesa dos sócios expressou satisfação com a decisão, afirmando que eles aguardarão o julgamento em liberdade e cumprirão as medidas cautelares.

Redação Portal DBC

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