8 de Março: Multidões tomam ruas no mundo exigindo direitos, igualdade e fim da violência contra a mulher
8 de Março: Multidões tomam ruas no mundo exigindo direitos, igualdade e fim da violência contra a mulher
O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de Março, mobilizou milhares de pessoas em diversas cidades ao redor do globo. As manifestações foram marcadas por fortes cobranças por direitos, proteção, igualdade de gênero e um combate contínuo à violência que afeta mulheres em todo o mundo.
De acordo com informações divulgadas, os atos reuniram uma ampla gama de participantes, incluindo movimentos feministas, sindicatos, estudantes e diversas organizações da sociedade civil. A data se tornou um palco para expressar o luto transformado em pressão por políticas públicas eficazes, especialmente no Brasil, onde o cenário de violência contra a mulher tem sido alarmante.
Os protestos ocorreram em um contexto de recordes preocupantes, como o de feminicídios no Brasil em 2025, com 1.470 casos registrados, conforme dados do Ministério da Justiça. Essa realidade sombria impulsionou ainda mais as vozes que clamam por mudanças e segurança.
Protestos no Brasil: Da Orla de Copacabana à Avenida Paulista
No Rio de Janeiro, a orla de Copacabana foi palco de um ato significativo, reunindo movimentos feministas e organizações sociais. A escolha do local, próximo a onde uma adolescente foi vítima de estupro coletivo recentemente, adicionou um peso emocional à manifestação.
Em Porto Alegre, a arte foi utilizada como forma de denúncia. Uma performance teatral no centro da cidade exibiu sapatos manchados de vermelho, simbolizando o sangue, enquanto os nomes de 20 mulheres assassinadas no Rio Grande do Sul em 2026 eram ecoados. Em São Paulo, a Avenida Paulista, mesmo sob forte chuva, foi tomada por manifestantes em mobilização pela causa.
O Mundo em Marcha: Lutas por Direitos em Diferentes Continentes
A luta por direitos das mulheres transcendeu fronteiras. No Chile, em Santiago, a principal avenida da capital foi ocupada sob o lema “Nem um passo para trás, cem passos para frente”. A marcha, organizada pela Coordenação Feminista 8M, defendeu não apenas direitos, mas também moradia, saúde, trabalho decente e o fim da violência, em meio à preocupação com a ascensão da extrema direita.
Na Grécia, em Atenas, milhares de mulheres e apoiadores marcharam pelo centro da cidade. As faixas denunciavam a guerra e defendiam a igualdade de gênero. Grupos feministas, sindicatos e estudantes pediram o fim dos conflitos e acesso seguro e legal ao aborto, criticando a guerra como uma expressão extrema do patriarcado.
Espanha, Ucrânia e Peru: Vozes que se Unem por Justiça e Igualdade
Em Madri, na Espanha, as avenidas foram tomadas pela cor roxa, símbolo do movimento feminista, com destaque para a iniciativa “Ni Una Menos”. Manifestantes relembraram casos de feminicídio e cobraram respostas diante das 48 mulheres mortas por violência de gênero em 2025, além de novas vítimas em 2026.
Na Ucrânia, em Kiev, a marcha exigiu o fim do sexismo nas Forças Armadas e criticou um projeto de Código Civil que, segundo organizações LGBTQ+, não garante reconhecimento a casais do mesmo sexo e pode ir contra os critérios da União Europeia. No Peru, em Lima, milhares foram às ruas na véspera das eleições de abril, exigindo o combate à violência de gênero e criticando declarações de candidatas sobre gravidez decorrente de estupro, além de pedirem justiça para vítimas de abuso em regiões indígenas.
