Cirurgia Já: Crédito como Ponte para Acesso Médico, Plataforma Inova para Democratizar Procedimentos Privados

Cirurgia Já utiliza crédito para facilitar acesso a procedimentos médicos, ampliando o alcance do mercado privado de saúde

A plataforma Cirurgia Já, idealizada pelo médico e cirurgião geral Eduardo Medeiros, está transformando a forma como pacientes acessam procedimentos médicos. Atuando como uma intermediadora no ecossistema de saúde, a healthtech conecta pacientes, médicos, hospitais, laboratórios e instituições financeiras, com o objetivo principal de viabilizar cirurgias.

A iniciativa visa atender especialmente aqueles que não possuem plano de saúde, enfrentam carências ou não conseguem arcar com os custos de procedimentos particulares à vista. A Cirurgia Já surge como uma solução inovadora para preencher a lacuna entre a necessidade clínica e a capacidade financeira, conforme divulgado no Smart Money, da BM&C News.

“Então eu fundei a Cirurgia Já, que é um marketplace que conecta o paciente que muitas vezes não tem plano de saúde com todos os envolvidos para que uma cirurgia ocorra”, explicou Eduardo Medeiros. A plataforma já realizou mais de 1.500 procedimentos e conta com 34 cirurgiões em seu portfólio.

Modelo de Negócios: Conectando Necessidade e Solução Financeira

A Cirurgia Já opera em duas frentes principais. No modelo B2C, o paciente busca diretamente a plataforma para organizar seu procedimento médico. Já no B2B, a healthtech funciona como uma ferramenta para médicos, auxiliando-os a converter consultas em cirurgias, oferecendo suporte em crédito, processos financeiros e organização operacional.

Essa abordagem expande o mercado endereçável para além dos usuários do SUS. Pacientes com plano de saúde também podem se beneficiar, utilizando a Cirurgia Já para cirurgias eletivas, procedimentos estéticos, intervenções durante o período de carência ou tratamentos não cobertos pelas operadoras.

“E tem também os pacientes do Dr. João que não conhece a Cirurgia Já. E o Dr. João usa a Cirurgia Já como uma facilitadora para converter consultas em cirurgia”, detalha Medeiros, evidenciando a versatilidade da plataforma.

Desafios e Estratégias para o Crescimento da Healthtech

Um dos principais desafios para a Cirurgia Já, como discutido no Smart Money, é a criação de recorrência em um modelo de negócios focado em cirurgias, que muitas vezes são eventos únicos. Para superar isso, a estratégia aponta para a ampliação da jornada de atendimento.

A inclusão de serviços de pré e pós-operatório, fisioterapia e acompanhamento clínico pode transformar a plataforma em uma solução mais completa. Essa expansão visa não apenas a intermediação financeira, mas a gestão integral da saúde do paciente, fortalecendo o relacionamento e garantindo a retenção de clientes.

“Se a Cirurgia Já, além de viabilizar, fizer esse pré e pós para os cirurgiões, eu acredito que você possa garantir aquele cliente”, avaliou um dos conselheiros do programa.

Modelo Financeiro de Risco Zero e Expansão Nacional

A Cirurgia Já se destaca por operar sem assumir o risco de inadimplência. A empresa conecta pacientes a instituições financeiras, que realizam a análise de crédito e assumem o risco da operação. A receita da healthtech provém da intermediação, permitindo que a empresa se concentre na originação e na organização da jornada do paciente.

Este modelo financeiro seguro abre portas para novas frentes de atuação, como a antecipação de recebíveis para médicos e soluções de gestão de caixa. “Hoje a nossa operação é totalmente risco zero da plataforma. Eu não tenho inadimplência”, afirmou Eduardo Medeiros.

Com origem no Ceará, a Cirurgia Já busca agora expandir sua atuação para outros mercados, com foco especial em São Paulo. O desafio é escalar a operação sem comprometer a eficiência e sem elevar excessivamente o custo de aquisição de clientes, com a estratégia B2B médico sendo vista como um caminho promissor para essa expansão.

Foco Estratégico no Médico como Vetor de Crescimento

A healthtech avalia três verticais de atuação: B2C (paciente), B2B (médico) e B2B2C (parceria com hospitais). Embora os contratos com hospitais possam ser maiores, os ciclos de venda são mais longos e complexos. Por isso, o foco no médico tem se mostrado uma alternativa mais eficiente no curto prazo.

O cirurgião já detém grande parte da demanda e compreende as dores dos pacientes, podendo utilizar a plataforma como suporte para crédito, agendamento, fluxo e gestão financeira. “Eu tenho três verticais do negócio: o B2C, que é o consumidor, o paciente que me procura; o B2B, que é a dor do médico; e agora abriu a outra vertical, que é o B2B2C, que são os hospitais”, explicou Medeiros.

A visão é que a Cirurgia Já possa evoluir para se tornar uma ferramenta completa de gestão da jornada cirúrgica, unindo conhecimento médico, tecnologia, originação de pacientes e soluções de pagamento. Ao consolidar esse posicionamento, a healthtech tem o potencial de aumentar sua relevância em um mercado com demanda reprimida e necessidade de maior eficiência operacional.

Editor

Entusiasta ao marketing online, apaixonado por crédito e finanças pessoais