Dólar Dispara com Tensões no Oriente Médio: EUA e Irã Elevam Risco Global e Impactam Mercados
Dólar sobe com escalada no Oriente Médio e volta da aversão ao risco
O dólar encerrou a sessão desta quinta-feira (23) em alta, refletindo o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e a busca global por ativos considerados mais seguros. A moeda norte-americana avançou 0,63%, fechando a R$ 5,084, interrompendo uma sequência de três sessões consecutivas de queda.
Esse movimento foi impulsionado pela intensificação do conflito entre Estados Unidos e Irã, com novos ataques militares e riscos crescentes para o transporte de petróleo na região. Relatos de explosões envolvendo petroleiros e o fechamento do Estreito de Ormuz aumentaram a incerteza global e reforçaram a demanda por dólar.
O petróleo Brent voltou a superar a marca de US$ 100 por barril, elevando preocupações com inflação global e pressionando os rendimentos dos títulos do Tesouro americano. Esse cenário tende a fortalecer a moeda norte-americana frente a diversas divisas.
Conforme informação divulgada pelo BM&C News, o avanço da moeda não se limitou ao Brasil. O dólar ganhou força frente a moedas fortes, como euro e libra, além de divisas emergentes. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas, registrou alta de 0,31%, refletindo o movimento global de busca por segurança.
O Real perde força apesar do petróleo em alta
No caso brasileiro, o avanço do petróleo poderia, em tese, favorecer o real, já que o país é exportador da commodity. No entanto, o aumento da aversão ao risco global falou mais alto, levando investidores a priorizarem a segurança do dólar, um ativo de refúgio tradicional em momentos de incerteza.
Dólar ainda acumula queda no ano, mas cenário externo é determinante
Apesar da alta no dia, o dólar ainda acumula queda de 7,37% frente ao real em 2026. O comportamento da moeda segue condicionado ao cenário externo, especialmente à evolução do conflito no Oriente Médio e às expectativas de juros nos Estados Unidos, fatores que continuam a ditar o ritmo do mercado cambial.
Mercados reagem com aversão ao risco
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, também sentiu os efeitos da aversão global ao risco, fechando em queda. A incerteza geopolítica e a busca por segurança afastaram investidores de ativos de maior risco, como as ações. A volatilidade nos mercados internacionais reflete a apreensão com os desdobramentos no Oriente Médio.
Petróleo Brent supera US$ 100, reacendendo temores inflacionários
A escalada do preço do petróleo Brent acima de US$ 100 por barril é um dos principais motores da aversão ao risco. O aumento do custo da energia eleva as preocupações com a inflação global, o que pode forçar bancos centrais a manterem ou elevarem as taxas de juros por mais tempo, impactando o crescimento econômico e os mercados financeiros em todo o mundo.
