Banco Genial e CEO Multados em R$ 21,56 Milhões: Entenda as Irregularidades em Operações de Câmbio e Ativos Virtuais

BC multa Banco Genial em R$ 21,56 milhões e inabilita CEO por quatro anos

O Banco Central (BC) impôs uma multa de R$ 21,56 milhões ao Banco Genial, além de inabilitar seu CEO, André Schwartz, por quatro anos para o exercício de cargos em instituições financeiras. As sanções foram aplicadas devido a irregularidades em operações de câmbio, falhas nos controles internos e problemas na comunicação de transações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

A decisão do BC abrangeu a análise de 2.038 operações de câmbio realizadas entre novembro de 2020 e outubro de 2021, envolvendo nove clientes e movimentando um total de R$ 1,208 bilhão. O Banco Genial contesta as punições, alegando ter cumprido as regras vigentes na época e buscando anular as condenações.

A fonte primária desta notícia é o portal BM&C News, que detalhou as razões por trás das multas e inabilitações impostas pelo Banco Central à instituição financeira e seu principal executivo.

Operações com Ativos Virtuais em Destaque

Uma parcela significativa das transações avaliadas pelo BC, R$ 1,154 bilhão, estava diretamente ligada à compra de ativos virtuais no exterior. Foram analisadas 1.824 transações realizadas por quatro clientes específicos para essa finalidade.

Segundo o Banco Central, o Banco Genial falhou em verificar adequadamente a compatibilidade da capacidade financeira desses clientes com os valores movimentados. Essa falta de diligência é um dos pontos centrais das irregularidades apontadas no processo administrativo.

O CEO André Schwartz foi responsabilizado não apenas por essas operações, mas também por transações realizadas entre 2017 e 2021, período em que atuou como diretor responsável pela área de câmbio. Nesse contexto, R$ 520 milhões em transações com clientes que não teriam sido devidamente qualificados também foram objeto de análise.

Outros Executivos Também Penalizados

As sanções do Banco Central não se limitaram ao CEO. Outros executivos da instituição também foram penalizados. William Kenzo Yoshiro recebeu uma multa de R$ 732 mil e foi inabilitado por seis anos para exercer cargos de administração em instituições financeiras.

Luís José Rebello de Resende, ex-diretor de controles internos, foi multado em R$ 180 mil. Essas punições refletem a abrangência da fiscalização e das irregularidades identificadas pelo órgão regulador.

Falhas na Comunicação com o Coaf

Um outro ponto crucial do processo administrativo diz respeito à comunicação de operações ao Coaf. O Banco Central identificou problemas em relação a 502 transações consideradas suspeitas, que somavam R$ 421,18 milhões.

A autoridade monetária também apontou deficiências nos controles internos da instituição e na sua metodologia de avaliação de riscos, aspectos fundamentais para a segurança e conformidade do setor financeiro.

Posição do Banco Genial

Em sua defesa, o Banco Genial manifestou discordância com as conclusões do Banco Central. A instituição financeira sustentou que cumpriu todas as normas vigentes à época em que as operações foram realizadas.

O banco argumenta que o BC analisou fatos ocorridos há mais de cinco anos com base em regras que só entraram em vigor posteriormente, questionando a aplicação retroativa das normas. Por isso, o Banco Genial informou que tomará as medidas cabíveis para buscar a anulação das condenações impostas.

Editor

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