Ações de Bancões Sobem em Janeiro: Bradesco, Santander e BB Estão Caros? Analistas Revelam Preferidas
Grandes Bancos Brasileiros: O Rali de Janeiro Deixou as Ações Caras? Entenda as Recomendações dos Analistas
O início de 2024 foi marcado por um **forte rali no Ibovespa**, impulsionado em parte pelas ações de grandes bancos, conhecidos como “bancões”. No entanto, com a valorização, surge a dúvida: será que esses papéis já atingiram um patamar de preço que os torna caros para novos investimentos? Analistas de mercado estão atentos e dividem suas opiniões, destacando suas preferidas.
A análise se concentra em métricas como o retorno sobre o patrimônio (ROE) e múltiplos de mercado, comparando os resultados atuais e projetados com as médias históricas. A intenção é identificar quais instituições financeiras ainda oferecem um bom potencial de valorização ou se o momento é de cautela.
Diferentes casas de análise, como Itaú BBA, UBS BB e JPMorgan, apresentaram suas visões sobre Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Itaú Unibanco. Acompanhe os detalhes e descubra quais são as apostas do mercado para o setor bancário neste ano, conforme informação divulgada pelo InfoMoney.
Itaú BBA: Bradesco em Destaque, BB Sob Observação
O Itaú BBA avalia que os grandes bancos estão sendo negociados um pouco acima de suas médias dos últimos cinco anos. Nesse cenário, o **Bradesco (BBDC4)** se destaca, sendo o único banco incumbente com um retorno sobre o patrimônio (ROE) projetado para 2026 acima de sua média de cinco anos, o que, segundo o banco, **dá mais suporte aos múltiplos atuais**.
Em contrapartida, o ROE do Santander (SANB11) está próximo da média histórica, mas seus múltiplos já a superam. Já o Banco do Brasil (BBAS3) apresenta um ROE esperado oito pontos percentuais abaixo da média histórica, o que leva o Itaú BBA a crer que o BB será o mais impactado em caso de uma correção no mercado.
Diante disso, o Itaú BBA mantém uma recomendação **outperform (compra)** para o Bradesco, enquanto adota uma postura mais cautelosa com recomendações **marketperform (neutra)** para Santander e Banco do Brasil.
UBS BB: Santander Brasil é a Opção Preferida
O UBS BB também levanta a questão sobre a atratividade dos bancos tradicionais após o rali de janeiro. Ao comparar com suas médias históricas, o banco observa que o Itaú Unibanco (ITUB4) negocia com um leve prêmio em termos de P/L (Preço sobre Lucro) e VPL (Valor Presente Líquido).
Por outro lado, Bradesco e Santander Brasil ainda são negociados com desconto. O UBS BB destaca que o ROAE (Retorno Sobre o Patrimônio Médio) do Itaú está acima de sua média histórica, o que não ocorre com Bradesco e Santander Brasil.
A recomendação do UBS BB é **neutra para o Itaú**, pois vê pouco espaço para valorização adicional, preferindo a holding **Itaúsa (ITSA4)** como forma de obter exposição ao Itaú, devido a um desconto considerado excessivo de 23,4% na holding. Para **Bradesco e Santander Brasil, a recomendação é de compra**, com o **Santander Brasil sendo a opção preferida** entre os bancos tradicionais.
JPMorgan: Visão Dividida entre os Gigantes Bancários
O JPMorgan apresenta uma visão mais dividida. A casa de análise tem recomendação **neutra para o Banco do Brasil e para o Bradesco**. Contudo, para o Santander Brasil e o Itaú Unibanco, a recomendação é **overweight (compra)**, indicando maior confiança nesses dois nomes do setor.
A análise do JPMorgan sugere que, apesar das diferentes avaliações individuais, o setor bancário ainda pode apresentar oportunidades, mas a seletividade é fundamental para maximizar os retornos e mitigar riscos em um cenário de volatilidade.
