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Auxílio emergencial 2021: Quais serão os impactos na economia

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O auxílio emergencial 2021 parece que realmente vai voltar e como era de se esperar, ele vem impactando de maneira significativamente o mercado financeiro.

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Depois de Jair Bolsonaro, o presidente do Brasil, admitir que a retomada do programa provavelmente irá acontecer, as discussões ganharam ainda mais força.

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Segundo alguns especialistas, o que vai determinar a maneira que o tema vai mexer no bolso dos investidores é como o governo vai cortar as despesas para custear essas medidas.

Mesmo que ainda não tenha uma confirmação oficial por parte do governo, as notícias veiculadas são de o que o auxílio emergencial 2021 será de R$ 200 a cada parcela.

No total, mesmo que ainda não esteja nada confirmado, será de três parcelas.

Seguindo essa notícia mais recente, falarei quais serão os impactos que podem acontecer no bolso dos investidores a partir da definição do auxílio.

Auxílio emergencial 2021: Quais serão os impactos na economia

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1 – Impacto diante da taxa Selic:

O presidente do Banco Central, que agora é autônomo, Roberto Campos Neto, alertou em uma coletiva dada no dia 9, terça-feira, algo que precisa ser, de fato, considerado.

Para ele, novos gastos dentro do governo que não tenha contrapartida fiscal, ou seja, que faça cortes dentro de outras áreas para compensar, pode acabar modificando a política monetária.

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Vale lembrar que o Banco Central, que controla a taxa Selic, sempre deixou claro que o aumento da mesma dependeria da sinalização no controle fiscal do país.

Caso essa sinalização não aconteça, seja porque o auxílio será prorrogado ou outro gasto sem fundo para pagá-lo, o mercado entende que a taxa Selic virá mais alta.

Portanto, os analistas apontam que a alta da Selic irá acontecer de maneira natural com a volta do auxílio.

Isso acontece porque quanto mais gastos públicos se cria, maior será a dívida do Brasil.

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Será que os investidores que compram os títulos públicos irão continuar emprestando e correndo mais risco? Afinal de contas, quanto maior o risco, mais investidores vão querer cobrar mais juros sobre os títulos.

Além disso, com o auxílio emergencial 2021 liberado, o aumento da Selic pela via da inflação se torna clara.

Por quê?

Porque quando o consumo é estimulado, o benefício se torna capaz de alimentar a tendência do aumento dos preços no país.

Nesse caso, os juros precisam aumentar para poder esfriar a demanda e a necessidade de gasto no país.

Além disso, uma das apostas das equipes econômicas era que, com o fim do auxílio e o fim da pandemia a pressão sobre o consumo das famílias diminuiria.

Diante disso, os juros passariam a ficar menores por mais tempo, mas, não é bem isso o que vem acontecendo.

Com o retorno do auxílio emergencial, o inflação deve subir.

Assim, o Banco Central vai precisar iniciar o ciclo para aumentar os juros no país antes do que se esperava.

Resumindo então meu caro investidor, existem aqui dois cenários:

PRIMEIRO CENÁRIO –

Se tiver auxílio emergencial voltando com uma contrapartida fiscal de apoio, o Brasil vai ter um impacto positivo dentro do mercado.

Além disso, as taxas de juros futuros podem cair um pouco.

SEGUNDO CENÁRIO –

Se o auxílio emergencial vier sem uma contrapartida fiscal, aí o mercado vai reagir negativamente e as taxas de juros sobem.

2 – Como a Bolsa de Valores irá receber o auxílio emergencial?

Para alguns especialistas, a volta do auxílio emergencial sem uma contrapartida fiscal vai impactar de maneira significativa e em vários cenários a Bolsa de Valores.

Qualquer cenário que apresente uma incerteza sobre a manutenção do teto de gastos, a bolsa então vai sentir.

Isso leva, claro, a descrença dos investidores internacionais, que irão retirar os investimentos.

Além disso, se o auxílio voltar sem nenhum tipo de corte, além da incerteza fiscal, ele pode levar a Ibovespa para baixo em razão do efeito sobre os juros.

Assim, se os juros passarem a subir mais do que o mercado anda esperando, a bolsa vai começar a cair no curto prazo.

Portanto, temos aqui dois cenários:

PRIMEIRO CENÁRIO –

A continuação do auxílio pode acabar sendo vista como positiva para a bolsa, pois, se coloca dinheiro na economia, que está se recuperando lentamente.

Esse item vai ser positivo para as empresas.

SEGUNDO CENÁRIO –

O segundo cenário é que se o governo for irresponsável com os gastos públicos e não buscar dinheiro de outro lugar, o país vai perder a credibilidade e os investidores irão começar a sair do país, deixando a economia entrando em colapso.

 

2 Comentários
  1. Rosalia Diz

    O que, que as pessoas fazem com 200 reais o gaz de cozinha vai para 100 reais o que, que faz com 100 reais so Deus para ter misericórdia do pobre affff

  2. Anônimo Diz

    Quem ficou desempregado em dezembro de 2020 também terá direito de receber o novo auxílio emergencial?

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