Azul (AZUL53) deixa recuperação judicial nos EUA após reestruturação: entenda o impacto para a companhia aérea brasileira

Azul (AZUL53) encerra Chapter 11 nos EUA e mira futuro com foco em eficiência e crescimento sustentável após reestruturação financeira

A Azul (AZUL53) anunciou nesta sexta-feira (20) o fim de sua recuperação judicial sob o Chapter 11 nos Estados Unidos. A companhia aérea brasileira informou ao mercado a conclusão bem-sucedida de seu processo voluntário de reestruturação financeira.

Este marco representa um novo capítulo para a Azul, que agora se posiciona para executar sua estratégia operacional e financeira com maior robustez. A saída do Chapter 11 foi formalizada após o cumprimento de etapas cruciais para a saúde financeira da empresa.

A notícia, divulgada por Camille Bocanegra, traz detalhes sobre a nova estrutura acionária e os acordos que viabilizaram essa saída. Conforme informação divulgada pela companhia, a Azul está pronta para focar em rentabilidade e expansão.

Nova estrutura de capital e grupamento de ações

A saída do processo de recuperação judicial foi viabilizada, em parte, pelo pagamento integral do financiamento DIP (debtor-in-possession). Além disso, a companhia concluiu a liquidação de sua oferta pública de ações, anunciada em 3 de fevereiro de 2026.

Como resultado dessas operações e do grupamento de ações aprovado em assembleia geral extraordinária no dia 12 de fevereiro de 2026, o capital social da Azul agora totaliza R$ 21.756.852.177,39. Este valor é dividido em 54.730.851.778.811 ações ordinárias.

A Azul também informou que o número total de ações poderá atingir 62.176.565.360.734, caso haja o exercício integral de três séries de bônus de subscrição. Estes bônus foram aprovados pelo Conselho de Administração em 19 de fevereiro de 2026.

Acordos estratégicos e apoio de investidores

A reestruturação financeira da Azul foi construída sobre acordos sólidos com seus principais credores. Entre eles, destacam-se os detentores de títulos de dívida emitidos no mercado e a AerCap, um dos maiores arrendadores de aeronaves do mundo.

A participação de investidores estratégicos foi fundamental para o sucesso do processo. Companhias como a United Airlines, Inc. e a American Airlines, Inc. estiveram envolvidas, demonstrando confiança na recuperação e no futuro da Azul.

Foco em eficiência e expansão sustentável

Com a conclusão formal do Chapter 11, a Azul reafirma seu compromisso em executar sua estratégia com foco em **eficiência operacional e rentabilidade**. A companhia aérea pretende continuar sua expansão de rotas de forma sustentável.

A empresa busca preservar sua liderança como a maior companhia aérea do Brasil em termos de cidades atendidas e rotas domésticas diretas. A saída da recuperação judicial nos EUA é vista como um passo crucial para alcançar esses objetivos e fortalecer sua posição no mercado.

Redação Portal DBC

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