Carnaval 2026: Olinda é a Maior Festa do Brasil em Proporção, SP Lidera em Números Absolutos e BH é a Tendência de Crescimento; Veja os Dados

O Carnaval 2026 promete bater recordes de movimentação financeira, superando R$ 14,48 bilhões, um aumento de 10% em relação ao ano anterior. O Rio de Janeiro e São Paulo lideram em termos de gastos totais, mas Olinda, em Pernambuco, se consagra como a maior festa do país quando se analisa a proporção de público em relação à população local.

A folia carnavalesca de 2026 se aproxima com expectativas de quebrar recordes de movimentação financeira. A projeção indica um montante de R$ 14,48 bilhões, representando um crescimento de 10% em comparação com o ano de 2025. Nesse cenário, as metrópoles de São Paulo e Rio de Janeiro se destacam como os principais centros de gastos, impulsionando a economia com investimentos em alimentação, hospedagem, passeios e transporte.

No entanto, a análise dos dados revela nuances importantes. Enquanto São Paulo e Rio de Janeiro lideram em volume absoluto de dinheiro movimentado, a cidade de Olinda, em Pernambuco, ostenta o título de maior Carnaval do Brasil em termos proporcionais, atraindo um número de foliões significativamente maior em relação à sua população. Essa distinção ressalta diferentes modelos de festa e consumo durante o período.

A pesquisa, divulgada pelo CIET (Centro de Inteligência da Economia do Turismo), ligado à Setur-SP, e projeções da prefeitura carioca, aponta para números impressionantes nas duas maiores cidades do país, mas também destaca o crescimento de outros destinos, como Belo Horizonte, e a força tradicional de Salvador. Conforme informações divulgadas, o Carnaval de 2026 continuará a ser um motor econômico vital para diversas regiões do Brasil.

São Paulo e Rio de Janeiro: Gigantes da Folia em Números

Com uma população que ultrapassa os 12,4 milhões de habitantes na capital e 21,3 milhões na região metropolitana, São Paulo se consolida como o maior palco do Carnaval em termos absolutos. A expectativa para 2026 é de mais de 600 blocos de rua, com uma movimentação financeira estimada em R$ 3,4 bilhões na cidade e R$ 7,3 bilhões em todo o estado. O CIET prevê a chegada de 4,7 milhões de pessoas.

Apesar desses números expressivos, a capital paulista apresenta um perfil de folião distinto. A maior parte dos participantes são moradores locais ou turistas de proximidade, que utilizam transporte público e retornam para suas casas. Isso resulta em um modelo de “alto volume e baixa margem”, onde o ticket médio de turistas de outras localidades é de R$ 1.543, mas a maioria não gera gastos com hospedagem.

O Rio de Janeiro, com seus 6,2 milhões de habitantes na capital, também figura entre os maiores destinos. A cidade espera cerca de 460 blocos e uma movimentação de R$ 5,9 bilhões. A prefeitura carioca estima a participação de 8 milhões de pessoas, e o ticket médio gasto pelo turista chega a R$ 1.869, impulsionado pelos gastos com hotelaria e experiências como os camarotes da Sapucaí.

Salvador: O Poder do Ticket Médio e o Crescimento da Bahia

Na Bahia, o Carnaval de Salvador é um dos mais tradicionais e esperados do país. A Fecomércio BA projeta um crescimento de 10% na movimentação econômica do estado em 2026, totalizando R$ 4,5 bilhões. Somente a capital, com seus 2,4 milhões de habitantes, deve movimentar R$ 2,6 bilhões.

O grande diferencial de Salvador reside no ticket médio individual, estimado em R$ 2.589, o maior do Brasil. Esse valor é impulsionado pela venda de abadás e camarotes, que em 2026 podem custar entre R$ 220 e R$ 4.235 por dia, com pacotes VIP chegando a R$ 19.890, segundo a Aratu On.

Belo Horizonte: A Tendência de Crescimento que Surpreende

A capital mineira, Belo Horizonte, com 2,4 milhões de habitantes, desponta como o destino de Carnaval que mais cresce no Brasil. A cidade saltou de R$ 641 milhões movimentados em 2020 para R$ 1 bilhão em 2025. A expectativa para 2026 é atingir R$ 1,2 bilhão, praticamente dobrando seu tamanho em seis anos.

Apesar desse crescimento expressivo, BH ainda registra o menor ticket médio entre as capitais que atraem foliões, cerca de R$ 750. Isso a torna uma opção atraente para quem busca economizar, com 41% dos foliões planejando gastar acima de R$ 400, segundo a Fecomércio MG. A festa é majoritariamente aproveitada por moradores locais, mas visitantes de outros estados e do interior de Minas já representam quase um quarto do público.

Olinda: A Proporção que Define a Maior Festa do Brasil

Enquanto Belo Horizonte é a tendência, Olinda, com menos de 400 mil habitantes, ostenta o título de maior Carnaval do Brasil em termos proporcionais. No ano passado, a cidade recebeu 4 milhões de pessoas, marca que deve ser superada em 2026. Para comparação, Recife, com quase 1,5 milhão de habitantes, espera 3,6 milhões de foliões, 10% a menos que Olinda.

A festa em Olinda atrai dez vezes o número de seus habitantes, consolidando-a como a maior em proporcionalidade. A cidade espera manter a movimentação de R$ 1,5 bilhão registrada no ano passado. O Centro Histórico de Olinda, tombado como patrimônio histórico e cultural, é o palco principal dessa celebração única.

A Geração de Empregos no Carnaval

Além da movimentação financeira e do público, o Carnaval é um grande gerador de empregos. Em 2025, São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador registraram a criação de 50 mil empregos diretos e indiretos. Em Belo Horizonte, números extraoficiais apontam para 20 mil postos de trabalho, evidenciando a importância da festa para a economia e para a geração de oportunidades em diversos setores, como comércio, bares, restaurantes, hotelaria e escolas de samba.

Redação Portal DBC

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