Copa do Mundo 2026: Presidente da FIFA Aposta em União Global em Meio a Tensões Geopolíticas de Trump

FIFA defende a união do mundo na Copa do Mundo de 2026, mesmo com tensões geopolíticas globais e ameaças de Trump aos países sedes.

Em meio a um cenário global marcado por elevadas tensões geopolíticas, o presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Gianni Infantino, expressou confiança na capacidade da Copa do Mundo de 2026 em unir o planeta. A declaração surge em um momento delicado, com os Estados Unidos, um dos países anfitriões, sob a liderança de um presidente conhecido por suas posturas controversas.

Os Estados Unidos dividirão a organização do evento com México e Canadá, nações que foram recentemente alvo de ameaças por parte do presidente Donald Trump. Essas declarações, que incluíram a ideia de anexar territórios e intervir militarmente em países vizinhos, criam um pano de fundo complexo para o maior torneio de futebol do mundo.

Durante um evento no Rio de Janeiro para o lançamento da logomarca da Copa do Mundo Feminina de 2027, Infantino, embora sem citar diretamente Trump ou as tensões específicas, ressaltou a necessidade premente de união e alegria no mundo atual. A Copa do Mundo, segundo ele, tem o poder de transcender fronteiras e conflitos.

A Copa do Mundo como plataforma de união global

“Vai ser um Mundial espetacular. O maior Mundial da história. Vamos unir o mundo. O mundo necessita de união, de alegria”, afirmou Infantino. A FIFA, através de seu presidente, projeta o evento como um catalisador para um sentimento global de fraternidade, contrastando com o clima de incerteza política que tem marcado as relações internacionais.

As declarações de Trump sobre a Groenlândia, uma ilha pertencente à Dinamarca, e suas ameaças anteriores em relação ao Canadá e México, criaram um ambiente de instabilidade. O presidente norte-americano chegou a cogitar o uso da força para anexar a ilha ártica e mencionou a possibilidade de ações militares no México para combater o tráfico de drogas, além de defender a anexação do Canadá aos EUA.

Paralelamente, os Estados Unidos enfrentam protestos internos após incidentes envolvendo a agência federal de imigração (ICE) e a morte de cidadãos americanos. Esse cenário interno também adiciona uma camada de complexidade ao contexto em que a Copa do Mundo será realizada.

Otimismo de ex-jogadores e o impacto da Copa Feminina

Apesar do clima geopolítico, o otimismo prevalece entre as figuras ligadas ao futebol. O ex-atacante Ronaldo, bicampeão mundial com a seleção brasileira, expressou sua crença de que as questões globais não afetarão o torneio. “Acho que será um ambiente pacífico. Copa do Mundo as pessoas vão para celebrar e curtir, é uma experiência incrível”, declarou.

Infantino também participou de ações de divulgação da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil, um evento que promete grande visibilidade e impacto. A presença de dirigentes, atletas e ex-jogadores, incluindo o técnico da seleção masculina, Carlo Ancelotti, no lançamento da logomarca da Copa Feminina, demonstra a importância crescente do futebol feminino e seu potencial de engajamento.

A expectativa é que Infantino se reúna com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília, em um encontro que pode reforçar a parceria entre o governo brasileiro e a FIFA na promoção do futebol e de eventos esportivos de grande porte. A Copa do Mundo de 2026, sediada em conjunto por EUA, México e Canadá, promete ser um palco para que o esporte demonstre sua força unificadora.

Redação Portal DBC

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