Entenda como é feito o cálculo de valor da contribuição ao INSS

Desde que a reforma da previdência entrou em vigor em 13 de novembro de 2019, a faixa de contribuições para o INSS (Instituto Nacional de Previdência Social) é progressiva, ou seja, as taxas são cobradas apenas pela parte do salário que se enquadra na faixa correspondente.

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Atualmente, quem ganha o salário mínimo (R$ 1.212 este ano) deve contribuir com 7,5% desse valor. Se a renda do segurado for superior ao mínimo nacional, 7,5% do valor pago é de 1.212, e demais percentuais aplicáveis ​​acima desse valor.

Para melhor entendimento, você pode ver no artigo a faixa atual de contribuições do INSS, além de alguns exemplos que ajudam a entender os cálculos que definem o valor de uma arrecadação.

Escopo da Contribuição INSS

Antes disso, vale ressaltar que os salários apresentados na tabela abaixo se aplicam aos trabalhadores com carteira assinada, trabalhadores autônomos e trabalhadores domésticos.

Sabendo disso, confira agora a trilha de contribuições a partir da atualização de janeiro de 2022:

 

Faixas de contribuição Alíquota cobrada
R$ 1.212 (salário mínimo vigente) 7,5%
entre R$ 1.212,01 e R$ 2.427,35 9%
entre R$ 2.427,36 e R$ 3.641,03 12%
R$ 3.641,04 e R$ 7.087,22. 14%

Como saber o valor da minha contribuição

É importante entender que ganha acima de um salário mínimo não simplesmente contribui com a alíquota referente a sua renda, mas sim da parcela do salário que exceder o piso nacional, pois, como dito as faixas são progressivas. 

Veja alguns exemplos que podem lhe auxiliar nessa compreensão: 

João ganha R$ 1.212

  • Neste caso, o cálculo é simples, basta aplicar alíquota mínima do INSS (7,5%); 
  • Sendo assim, multiplique 1.212 por 7,5%; 
  • O valor total da contribuição será de R$ 90,90. 

Clarisse ganha R$ 2.000

  • Na situação de Clarisse, será preciso contribuir com 7,5% de R$ 1.212 (R$ 90,90); 
  • Em seguida pegar o valor que excedeu R$ 1.212, ou seja, R$ 788 e multiplicar por 9% (alíquota da faixa seguinte), que dará R$ 70,92; 
  • Por fim, some o valor contribuído em cada faixa (R$ 90,90 + R$ 70,92), totalizando um recolhimento de R$ 161,82

Graziela ganha R$ 4.000

  • Assim como nos últimos casos, paga-se 7,5% sobre R$ 1.212 (R$ 90,90); 
  • Em seguida, faça a diferença entre R$ 1.212 e R$ 2.427,35 (teto da segunda faixa), que dará R$ 1.215,35. Multiplique esse valor por 9% (R$ 109,38); 
  • Agora multiplique 12% pela diferença entre  R$ 2.427,35 e R$ 3.641,03. Isto é 12% x R$ 1.213,68 (R$ 145,64);
  • Por fim, pegue a diferença entre R$ 4.000 e R$ 3.641,03, que é R$ 358,97 e multiplique por 14% (R$ 50,12);
  • Por fim, some o valor contribuído em cada faixa (R$ 90,90 + R$ 109,38 + R$ 145,64 + R$ 50,12), totalizando um recolhimento de R$ 396,03.

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