Filho de Lula, Lulinha abre empresa na Espanha em meio a investigações do INSS; defesa garante legalidade
Filho de Lula, Lulinha abre empresa na Espanha em meio a investigações do INSS; defesa garante legalidade
O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, registrou uma nova empresa na Espanha. A abertura do negócio ocorreu em fevereiro de 2026, justamente em um momento em que o nome do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sido citado em investigações da Polícia Federal sobre supostas fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A informação foi confirmada pela CNN Brasil. A nova empresa, batizada de Synapta, tem foco em serviços tecnológicos e foi oficialmente registrada no Registro Mercantil de Madri. O movimento empresarial de Lulinha ganha destaque diante do avanço das apurações que buscam identificar possíveis beneficiários de um esquema criminoso.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, por meio de seu advogado Marco Aurélio Carvalho, assegura que a empresa ainda não iniciou suas atividades e que a abertura do negócio é um ato completamente legal e transparente. “Talvez ele vá empreender no futuro. A médio ou longo prazo. Não tem crime abrir empresa. Crime é não registrar. Ele tem uma postura transparente com isso”, afirmou o advogado à CNN.
Synapta: Detalhes da nova empresa em Madri
A Synapta foi constituída como sociedade limitada e tem sua sede em Madri. Segundo documentos analisados pela imprensa, o capital social da empresa é de 3.000 euros, o valor mínimo exigido pela legislação espanhola, o que equivale a aproximadamente R$ 18 mil. O objeto social da companhia abrange consultoria técnica, desenvolvimento e planejamento de sistemas de tecnologia, além da integração de soluções digitais.
A empresa declarou início de operação em 13 de janeiro de 2026, com registro formalizado em 6 de fevereiro do mesmo ano. O capital social considerado baixo é comum para empresas em fase inicial de constituição ou com planos de crescimento gradual.
Nome de Lulinha em investigações da PF
A abertura da Synapta ocorre em paralelo a investigações conduzidas pela Polícia Federal que apuram um complexo esquema de fraudes no INSS. Relatórios encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que o nome de Lulinha foi mencionado como possível destinatário de pagamentos.
As suspeitas recaem sobre o lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”. De acordo com a apuração preliminar da PF, haveria indícios de repasses mensais na ordem de R$ 300 mil, supostamente intermediados por terceiros, com o objetivo de facilitar acesso a determinados ambientes em Brasília.
Depoimentos e apreensões reforçam suspeitas
A investigação policial conta com depoimentos de um ex-funcionário ligado ao lobista, que teria ouvido menções frequentes a pagamentos destinados a Lulinha. Além disso, materiais apreendidos em fases anteriores da operação também citariam o nome do empresário.
Em outro documento enviado ao STF, a Polícia Federal chegou a considerar a possibilidade de Lulinha sair do país, o que motivou pedidos de quebra de sigilos fiscais e telemáticos. A defesa de Lulinha nega veementemente todas as acusações.
