Futuros de NY despencam com escalada EUA-Irã: petróleo dispara e Wall Street em alerta máximo
Mercados globais em compasso de espera com escalada entre EUA e Irã, petróleo em alta
Os índices futuros de Nova York operam em queda na noite desta quarta-feira (10), sinalizando um início de pregão negativo em Wall Street. O movimento é impulsionado pela escalada das tensões geopolíticas após novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã, intensificando a aversão ao risco nos mercados internacionais.
Os contratos futuros do S&P 500 recuavam 0,4%, enquanto os do Nasdaq 100 apresentavam queda de 0,6%. Já os futuros do Dow Jones Industrial Average perdiam 147 pontos, o equivalente a 0,3%, indicando um cenário de cautela.
Essa volatilidade nos mercados futuros reflete o sentimento observado durante o pregão regular desta quarta-feira. Na sessão de quarta-feira, o Dow Jones caiu 1,87%, o S&P 500 recuou 1,62% e o Nasdaq perdeu 1,98%. As perdas foram concentradas principalmente em ações de tecnologia e indústria, com o setor de semicondutores novamente sob pressão devido a preocupações com avaliações elevadas no segmento de inteligência artificial. As informações foram divulgadas pelo BM&C News.
Petróleo reage com força ao risco geopolítico
No mercado de commodities, o petróleo registrou uma alta expressiva, impulsionado pelo risco de interrupções na oferta global. O contrato do WTI avançava cerca de 2%, aproximando-se de US$ 92 por barril, enquanto o Brent disparava 3,88%, atingindo US$ 95. Essa valorização é um reflexo direto da preocupação dos investidores com a segurança do Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte global de petróleo e diretamente afetada pela escalada do conflito entre os Estados Unidos e o Irã.
Tensão geopolítica eleva cautela global
A nova ofensiva militar americana, autorizada pelo presidente Donald Trump, foi classificada pelas autoridades dos EUA como uma ação de “legítima defesa”. O episódio aumenta a incerteza em torno de um possível acordo entre os países e fragiliza ainda mais o cenário internacional, levando investidores a buscarem proteção.
Nesse ambiente de incerteza, a tendência é que os investidores reduzam sua exposição a ativos de risco, o que tende a aumentar a volatilidade nos mercados globais. Esse cenário de cautela e busca por segurança deve permanecer no radar nos próximos dias, impactando as decisões de investimento em diversas praças financeiras ao redor do mundo.
Mercados reagem a dados de inflação e política fiscal
Paralelamente às tensões geopolíticas, a inflação americana também tem sido um fator de atenção. O índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos acelerou para 4,2% em maio, impulsionado em parte pela pressão do petróleo. O presidente Donald Trump comentou os dados, afirmando que “ama a inflação”. No Brasil, o volume de serviços cresceu 1,2% em abril, acumulando alta de 2,2% no ano, enquanto o Senado avança em pautas com impacto bilionário, como a renegociação de dívidas rurais, estimada em até R$ 200 bilhões.
O Banco Central Europeu (BCE) também elevou suas taxas de juros pela primeira vez desde 2023, projetando uma inflação de 3% para 2026. O dólar, por sua vez, fechou a sessão desta quarta-feira praticamente estável frente ao real, a R$ 5,17, em um dia marcado pela ausência de grandes movimentações, mas ainda influenciado pela inflação dos EUA e pelas tensões geopolíticas.
