Guerra EUA x Irã: 20º dia marca ataques a infraestruturas de energia e ameaças mútuas entre Trump e Teerã

EUA x Irã: ataques a infraestruturas energéticas dominam 20º dia de conflito no Oriente Médio com escalada de tensões

O 20º dia do conflito no Oriente Médio, nesta quinta-feira (19), foi marcado por uma intensa escalada de ataques a infraestruturas de energia, elevando ainda mais a tensão entre os Estados Unidos e o Irã. O presidente americano, Donald Trump, comentou a situação, afirmando que Israel “reagiu violentamente” ao atingir um importante campo de gás iraniano, mas que tal ação não se repetirá. Contudo, Trump também proferiu uma grave ameaça: o campo de gás Pars Sul, no Irã, seria destruído caso o país volte a atacar instalações de outras nações.

Em resposta, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que o país não demonstrará “nenhuma restrição” caso suas estruturas sejam novamente alvejadas. Ele assegurou que as ofensivas já realizadas pelo Irã representam apenas uma pequena parcela de sua real capacidade de ataque.

Conforme informação divulgada pela fonte, na quarta-feira (18), Israel promoveu um ataque ao campo de gás iraniano, o que desencadeou uma retaliação imediata de Teerã com bombardeios a instalações de gás natural no Catar. Nesta quinta, o Irã ampliou suas ações, lançando uma série de ataques a estruturas de energia em diversas nações da região.

Ataques se espalham e atingem múltiplos países

Um dos ataques iranianos atingiu refinarias de petróleo no norte de Israel, mas o governo israelense informou que os danos foram insignificantes. O Catar e os Emirados Árabes Unidos também relataram ter sido alvo das ofensivas. A Arábia Saudita anunciou ter derrubado drones iranianos que tinham como objetivo campos de gás natural.

Bahrein e Kuwait igualmente informaram ter sido alvos da ofensiva iraniana, demonstrando a amplitude dos ataques e a rápida disseminação do conflito. A situação levanta preocupações sobre a estabilidade energética global e a segurança de países vizinhos.

Netanyahu nega influência e Trump descarta envio de tropas

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, negou veementemente ter arrastado Trump e os Estados Unidos para a guerra contra o Irã. “Alguém realmente acha que alguém pode dizer ao presidente Trump o que fazer?”, questionou, em referência a possíveis influências. Ele reiterou que o ataque ao campo de gás Pars Sul foi uma ação exclusiva de Israel.

Netanyahu também afirmou que o Irã “não tem capacidade, neste momento, para enriquecer urânio nem para fabricar mísseis balísticos”. Por sua vez, Donald Trump abordou a possibilidade de envio de tropas americanas para um combate terrestre, declarando que tal medida “não está nos planos neste momento”. O presidente reiterou sua visão de que a guerra está “adiantada” e deve terminar em breve.

EUA pedem mais verba para guerra, enquanto aliados buscam apoio

Apesar da narrativa de um fim iminente para o conflito, o Pentágono solicitou ao Congresso americano a aprovação de mais US$ 200 bilhões para financiar a guerra. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) recusou-se a aderir a uma ofensiva para liberar o Estreito de Ormuz, levando os Estados Unidos a buscar apoio de outras nações.

O governo da Argentina, sob Javier Milei, admitiu a possibilidade de apoiar militarmente Washington no conflito. A Arábia Saudita, diretamente atingida por ataques iranianos, também considera ações militares. O ministro das Relações Exteriores saudita declarou que o país se reserva o direito de agir e que “qualquer confiança em Teerã foi destruída”. Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão limitaram-se a condenar os ataques e a pedir a reabertura do Estreito de Ormuz.

FBI investiga diretor antiterrorismo dos EUA após renúncia

Em um desenvolvimento paralelo, o FBI investiga Joe Kent, ex-diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo do governo dos EUA, que renunciou ao cargo. Uma fonte indicou que a investigação precedeu a saída de Kent, embora detalhes sobre a natureza da investigação não tenham sido divulgados.

Guerra no Oriente Médio e o futuro do mercado global de gás

Os recentes ataques ao Catar e o iminente fechamento do Estreito de Hormuz desencadearam uma nova crise no mercado global de gás liquefeito (GNL). A situação pressiona economias emergentes e pode levar ao ressurgimento do carvão como fonte de energia. Especialistas preveem um choque mais duradouro para o mercado do que o observado em 2022, com potenciais impactos significativos nos próximos anos.

Redação Portal DBC

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