Guerra EUA x Irã: O 11º dia de conflito e a tensão no Estreito de Ormuz | Crise no Oriente Médio
Guerra EUA x Irã: o 11º dia de conflito e a escalada de tensões no Oriente Médio
No 11º dia do conflito entre Estados Unidos e Irã, o cenário no Oriente Médio se intensifica com conversas sobre um possível cessar-fogo, ao mesmo tempo em que a capital iraniana, Teerã, enfrenta uma noite de bombardeios aéreos sem precedentes desde o início da guerra.
O Irã, por sua vez, manteve seus ataques contra Israel com o lançamento de mísseis, conforme divulgado pelas forças armadas israelenses. Além disso, o país asiático expandiu seus ataques a outras nações do Golfo, incluindo Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Arábia Saudita e Kuwait, aumentando a instabilidade regional.
A situação foi detalhada em reportagem de Sara Baptista, que destaca os principais desdobramentos do conflito. A notícia aponta para uma disputa de narrativas em torno do Estreito de Ormuz e as declarações conflitantes entre autoridades americanas e iranianas, moldando a percepção pública e as ações diplomáticas e militares.
Tensão no Estreito de Ormuz e disputas de informação
O Estreito de Ormuz continua sendo um ponto nevrálgico no conflito, com uma intensa disputa de informações sobre o tráfego marítimo. Inicialmente, o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, publicou em redes sociais que os EUA haviam escoltado um navio pela passagem, informação rapidamente desmentida pela Guarda Revolucionária do Irã e, posteriormente, pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.
Chris Wright acabou por apagar sua publicação. Karoline Leavitt confirmou que a Marinha americana não realizou escoltas de navios-tanque até o momento, embora a opção permaneça em aberto, a critério do presidente. O presidente Donald Trump exigiu que o Irã removesse minas da região, ameaçando com consequências militares severas caso contrário e, ainda, atacaria o país com “vinte vezes mais força” se o fluxo de petróleo fosse interrompido.
Divergências entre aliados e impacto energético
O conflito expôs divergências entre os aliados, com os Estados Unidos pedindo a Israel a suspensão de ataques contra infraestruturas energéticas iranianas. Isso ocorreu após bombardeios israelenses atingirem depósitos de combustível, causando interrupção de energia em partes de Teerã e liberando uma nuvem de fumaça tóxica. O governo iraniano levou o caso à ONU, acusando Israel de crime ambiental.
A guerra também tem impacto direto nos preços do petróleo nos EUA, que subiram e se tornaram um desafio político para a administração Trump. A porta-voz da Casa Branca, no entanto, afirmou que os norte-americanos verão os preços de petróleo e gás “caírem rapidamente” quando os objetivos de segurança nacional forem “totalmente alcançados” no Irã. O petróleo fechou em queda de 11% nesta terça-feira, após três dias consecutivos de alta.
Declarações oficiais e o futuro do conflito
Autoridades americanas apresentaram visões distintas sobre o andamento da guerra. O presidente Donald Trump, em entrevista à Fox News, afirmou que o conflito avançou significativamente e que pode negociar com o Irã dependendo das condições. Já o secretário de Defesa, Pete Hegseth, declarou que a terça-feira seria o dia mais intenso de ataques da ofensiva americana contra o Irã.
O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, classificou a guerra como “quase concluída” e a operação militar no Irã como limitada em escopo e missão. Por outro lado, autoridades iranianas negaram veementemente as acusações americanas de planejar um ataque contra os Estados Unidos, classificando a alegação como uma “mentira descarada e absoluta” para justificar a operação israelense com apoio americano.
A resposta iraniana e o controle do petróleo
A Guarda Revolucionária do Irã reagiu às declarações sobre o possível fim da guerra, afirmando que caberá ao Irã determinar quando o conflito terminará. O grupo acrescentou que o Irã não permitirá que “um litro de petróleo” seja exportado da região caso os ataques dos Estados Unidos e de Israel continuem, demonstrando a determinação iraniana em usar o controle energético como ferramenta de pressão e resposta.
