Ibovespa Hoje: PETR4 Impulsiona Bolsa, Dólar Oscila e Juros Futuros Sobem em Dia de Tensão no Oriente Médio e Dados de Inflação nos EUA
A Bolsa brasileira opera em alta impulsionada pelas ações da Petrobras (PETR4), enquanto o dólar comercial flutua e os juros futuros registram elevação em toda a curva. O cenário global é marcado pela escalada de tensões no Oriente Médio, com o Irã elevando as apostas e prevendo o barril de petróleo a US$ 200. Nos Estados Unidos, a inflação ao consumidor (CPI) de fevereiro apresentou alta de 0,3%, em linha com as expectativas do mercado, mas ainda sob o olhar atento do Federal Reserve.
O Ibovespa busca manter a trajetória de alta, amparado principalmente pela performance positiva das ações da Petrobras. PETR3 e PETR4 exibem fortes ganhos, refletindo as incertezas geopolíticas que elevam os preços do petróleo no mercado internacional. Essa dinâmica, contudo, contrasta com a queda observada nas ações da Vale (VALE3) e a oscilação nos papéis dos grandes bancos, que compõem uma parte significativa do índice.
No cenário corporativo, a Raízen (RAIZ4) enfrenta um momento delicado com o pedido de recuperação extrajudicial, que inicialmente pressionou suas ações. No entanto, a companhia busca reverter o quadro, demonstrando resiliência em meio às adversidades. Outras empresas como a Smartfit (SMFT3) apresentam resultados positivos, impulsionando suas cotas no pregão.
Os desdobramentos da guerra entre Irã e países ocidentais continuam a ditar o ritmo dos mercados. O Irã promete ataques contínuos e projeta um barril de petróleo a US$ 200, adicionando volatilidade ao setor energético. Em resposta, o G7 se reúne para discutir o impacto econômico global, enquanto a Agência Internacional de Energia (AIE) cogita a liberação de reservas estratégicas de petróleo. As informações são da Reuters e CNN Internacional.
Petróleo em Alta e Tensão Geopolítica Impactam Mercados Globais
Os futuros do petróleo WTI e Brent apresentam altas confortáveis, refletindo a instabilidade no Oriente Médio. O WTI ganha 3,76%, a US$ 86,59, e o Brent sobe 3,87%, a US$ 91,20. A Opep, por sua vez, reafirma suas projeções para a produção de combustíveis líquidos e o PIB do Brasil, mantendo a estimativa de crescimento de produção em 160 mil barris por dia. A escalada de tensões leva o HSBC a fechar agências no Catar por segurança. O presidente francês, Emmanuel Macron, preside uma videoconferência dos líderes do G7 para discutir o impacto da guerra na economia mundial.
Inflação nos EUA em Linha com o Esperado, Mas Fed Permanece em Alerta
A inflação ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos subiu 0,3% em fevereiro, em linha com as expectativas. No entanto, o núcleo do CPI em fevereiro subiu 2,5% em relação a fevereiro de 2025, dentro do esperado, e 0,2% em relação a janeiro. Especialistas avaliam que esses dados não alteram a perspectiva para o Federal Reserve (Fed), que mantém a cautela devido à persistência de preços elevados em serviços e riscos altistas com a atividade forte e a guerra em curso, que ameaça manter os preços de energia elevados. A desaprovação a Lula no Brasil melhora, mas segue na marca de 50,5%, segundo pesquisa Meio/Ideia.
Varejo Brasileiro Mostra Resiliência, Mas com Foco em Consumo Essencial
As vendas no varejo em janeiro apresentaram uma surpresa positiva, com alta de 0,9% nas vendas no varejo ampliado e de 0,4% no varejo restrito, que atingiu o maior nível da série histórica, segundo o C6 Bank. Contudo, economistas alertam que essa alta reflete mais a recomposição de perdas anteriores do que uma mudança de tendência. O setor continua dependente de atividades ligadas ao consumo essencial, como supermercados e farmácias. A análise é de economistas do Bradesco, C6 Bank, PicPay e Inter, que mantêm projeções de crescimento para o PIB.
Bancos Oscilam e Raízen Busca Recuperação Após Pedido Extrajudicial
Os grandes bancos brasileiros iniciaram o pregão com quedas, mas viram para altas. BBAS3, +0,72%; BBDC4, +0,05%; ITUB4, +0,09%; SANB11, +0,06%. A Raízen (RAIZ4) se recupera e passa a subir 1,92%, a R$ 0,53, após o pedido de recuperação extrajudicial, que conta com a adesão de mais de 47% dos credores. A companhia reiterou que o plano foi negociado consensualmente com os principais credores financeiros. Por outro lado, a Vivo (VIVT3) sofreu duplo rebaixamento por analistas do UBS BB, caindo 1,95%.
