Inteligência Artificial Revoluciona Consumo, Carreira e Criação: Artista e CEOs Revelam o Futuro do Mercado

Inteligência artificial transforma o cenário de consumo, carreiras e o universo da criação artística, segundo convidados do Money Report.

A inteligência artificial (IA) deixou de ser um assunto de nicho tecnológico para se tornar uma força motriz em decisões de compra, planejamentos de marca, processos criativos e no desenvolvimento profissional. Em um debate no Money Report TV, da BM&C News, Aline Penna, CEO da Tânia Bulhões, o artista visual Gabriel Wickbold e Maria Luiza Falcão, com foco nas novas gerações, analisaram o impacto da IA.

A discussão partiu da relevância da participação jovem em eventos empresariais, como a Brazilian Week em Nova York. Maria Luiza Falcão apresentou como a IA é utilizada por sua geração, evidenciando o esforço das empresas em entender novos hábitos de consumo, linguagens digitais e entretenimento.

Novas Gerações e o Diálogo com as Marcas

Para Aline Penna, compreender o comportamento das novas gerações é crucial para as estratégias empresariais. Ela exemplificou com a Tânia Bulhões, onde produtos que ganham popularidade em plataformas como o TikTok podem servir como porta de entrada para públicos mais jovens, mesmo em marcas com um perfil de consumidor tradicionalmente mais maduro.

Essa adaptação requer uma presença em canais menos formais e a habilidade de apresentar produtos em diferentes contextos de consumo. Itens como colônias para cabelo e cremes para as mãos, segundo Penna, facilitam uma aproximação inicial com a marca, antes de explorar categorias de maior valor, como mesa posta e decoração.

“Você pode entrar pela marca consumindo um creme pra mão, uma colônia de cabelo e aí você vai alçando cada vez novos voos dentro da marca”, explicou Aline Penna, destacando a estratégia de escalada de consumo.

Arte, Cultura e o Poder das Redes Sociais

Gabriel Wickbold comentou que as redes sociais alteraram significativamente a relação do público, especialmente dos jovens, com a arte e a cultura. A experiência em museus, feiras e exposições agora incorpora um senso de pertencimento, registro e construção de repertório, criando novas vias de acesso ao mercado de arte.

Obras de alto valor coexistem com prints, livros e formatos mais acessíveis, permitindo que diversos públicos iniciem seu contato com a produção artística. Essa convergência aproxima arte, mercado e comunicação, onde o acesso e a narrativa se tornam centrais para expandir o alcance cultural. A inteligência artificial desempenha um papel nesse processo.

“Eu acho que a arte e as redes sociais tem se transformado esse eh capital intelectual”, observou Gabriel Wickbold, ressaltando a valorização do conhecimento no ambiente digital.

Formação Profissional em Constante Evolução

A formação universitária e a dificuldade dos jovens em definir carreiras permanentes foram outro ponto abordado. Maria Luiza Falcão mencionou que muitos jovens estão em uma fase de exploração, com mudanças de curso e interesses variados, escolhendo formações que ampliem suas possibilidades futuras em vez de traçar um caminho único.

Aline Penna conectou essa dinâmica à sua própria trajetória, com passagens pelo mercado financeiro, relações com investidores, varejo e liderança executiva. Ela destacou que a administração forneceu uma base sólida para transitar entre áreas distintas, enquanto a experiência em finanças e fusões e aquisições se mostrou relevante para decisões estratégicas na economia real.

“Eu faço administração, mas eu quero trabalhar na área da comunicação, mas eu faço administração pensando mais abrangente no meu futuro, para eu ter mais possibilidades”, afirmou Maria Luiza Falcão, ilustrando a busca por versatilidade.

Negócios: O Equilíbrio entre Criatividade e Execução com IA

No ambiente corporativo, Aline Penna defende a necessidade de equilibrar criatividade e método. Ela ressaltou que, na Tânia Bulhões, a arte, perfumaria, design e experiência do cliente devem ser sustentados por planejamento, sortimento, abastecimento, operação e análise comercial para que a proposta de valor alcance tanto as lojas físicas quanto o e-commerce.

Essa simbiose entre criação e execução também se reflete na carreira de Gabriel Wickbold. O artista enfatizou que a arte exige inspiração, mas também estrutura, mercado, relacionamento com colecionadores e a capacidade de sustentar projetos a longo prazo, especialmente quando a arte se torna um negócio. A inteligência artificial auxilia nesse planejamento.

“A gente precisa equilibrar a arte e a ciência o tempo todo”, ressaltou Aline Penna, enfatizando a importância da dualidade.

O Uso Crítico da Inteligência Artificial como Diferencial

Na parte final do debate, os convidados discutiram o uso prático da inteligência artificial. Aline Penna mencionou que a IA ainda tem pouca aplicação na criação de produtos da Tânia Bulhões, mas já é utilizada em processos, operações, na otimização de sortimento por loja e para aumentar a produtividade. Maria Luiza Falcão relatou que, na universidade, a IA é vista como uma ferramenta de apoio, desde que o aluno mantenha a autoria e o senso crítico sobre os resultados gerados.

Gabriel Wickbold destacou o uso da inteligência artificial para refinar narrativas, organizar ideias, testar abordagens criativas, desenvolver projetos musicais e acelerar pesquisas. Para os convidados, a tecnologia tem o potencial de expandir a produtividade e o repertório, mas o desafio reside em manter a capacidade humana de formular perguntas pertinentes, interpretar as respostas e tomar decisões com discernimento.

A conclusão do debate aponta para uma transformação que transcende a mera adoção de novas ferramentas. Empresas, artistas e estudantes estão operando em um ambiente onde criatividade, dados, repertório e julgamento humano devem convergir para transformar a tecnologia em valor real, com a inteligência artificial sendo uma peça chave nesse processo.

Editor

Entusiasta ao marketing online, apaixonado por crédito e finanças pessoais