Negociar dívida: 4 dicas para sair do vermelho

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O ano começou há pouco tempo e, com certeza, muitas pessoas colocaram como uma das metas para 2020 a tentativa de zerar, ou pelo menos, diminuir bastante as dívidas. Mas nem sempre é fácil cumprir este objetivo, que exige muita organização e planejamento.

Por isso, vamos falar aqui sobre algumas dicas para quem precisa aliviar as cobranças e limpar o nome, mas não sabe exatamente como começar e conduzir este processo.

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Planejamento para começar o processo

O primeiro passo fundamental para quem busca sair do vermelho é conhecer o tamanho da dívida, qual é a renda disponível para ajudar a pagá-las e como fazer isso. Logo, é necessário sentar-se, pensar e se organizar para começar o processo de pagamento.

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Para ter total controle sobre as dívidas, é necessário saber exatamente quais valores são devidos, e em quais instituições. É comum que as pessoas apelem para mais de uma empresa de crédito. Logo, ter em mente quanto cada uma precisa receber é um início essencial.

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Conhecendo qual é o tamanho do buraco, começa a parte de tentar tapá-lo. Primeiro aspecto: qual é a renda disponível para pagar os débitos? Vale lembrar que não adianta comprometer toda a renda do mês em pagamentos de dívidas. Afinal, existem os gastos básicos, como contas, alimentação, entre outros.

Por isso, gastar muito com a diminuição dos débitos será ineficaz, porque provavelmente o aperto financeiro continuará e será necessário pegar novos empréstimos. Então, seja realista no momento de definir quanto da renda mensal irá para as dívidas.

Analise quais são as prioridades de pagamento

Ainda no campo do planejamento, mais um passo importante é analisar e entender quais são os débitos prioritários na hora do pagamento. Muitas vezes, podemos pensar que pagar 100% das dívidas menores ajudará mais, pois fará com que a quantidade de débitos diminua. Mas nem sempre é assim.

Alguns aspectos são tão fundamentais quanto o valor total a ser pago. Por exemplo, quanto está sendo cobrado de juros. Se uma dívida alta não é controlada, pode chegar em patamares insolúveis depois de algum tempo. E de que adianta ter “só” um credor, se o valor de pagamento não tem como ser controlado.

Inclusive, na maior parte dos casos, o ideal é justamente focar nos valores mais altos, mesmo que não seja possível pagar tudo de uma vez. Se considerarmos as taxas de juros, a tendência é de que, quanto maior a quantia, maior será o aumento do prejuízo. Logo, fique de olho para investir esforços em quitar os compromissos de valor mais exorbitante.

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Assim, o ideal é que as pessoas mapeiem de forma eficiente a questão dos juros, dos prazos de pagamento e das consequências do adiamento na quitação. Tudo isso será parte importante do processo de saída do vermelho e desafogo financeiro.

Capacidade de renegociação

Aqui, entra um aspecto fundamental e muitas vezes deixado de lado pelos devedores: a possibilidade de renegociar as dívidas. Os bancos e instituições que fornecem crédito não facilitarão o processo, mas com uma negociação bem-feita e planejada, é possível chegar a um bom resultado.

Criar uma argumentação convincente passa por mostrar ao credor as vantagens que ele pode levar renegociando. Afinal, é melhor receber o valor em mais parcelas, ou com juros menores, do que manter uma dívida que dificilmente será executada.

Por isso, muitas vezes, é possível que a instituição que forneceu o empréstimo tenha interesse em renegociar, para se manter recebendo um valor mensal, ou mesmo que seja à vista, diante da possibilidade real de não ver esse dinheiro, por ser proibitivo ao devedor honrar seus compromissos.

Se necessário, no momento de criar um plano de renegociação, peça ajuda a um advogado ou alguém que conheça mais os aspectos burocráticos da situação. Isso é importante também para que o novo modelo estabelecido não seja pouco útil ao pagador, ou mesmo traga piores condições de pagamento, em uma tentativa da instituição de melhorar o cenário apenas para si própria.

De qualquer forma, negociar com os credores é uma dica bem valiosa, já que pode aliviar bastante a situação e melhorar para ambos os lados, gerando uma solução muito mais rápida e eficaz para o problema.

Ainda sobre a possibilidade de criar um novo acordo de pagamento, é importante ficar atento ao risco de parcelar em muitas vezes, principalmente pensando nos juros. Por vezes, pode parecer positivo ganhar mais tempo, mas no fim, não muda nada, já que as taxas de aumento do valor podem fazer com que a quantia depositada pelo devedor não diminua o valor final do débito.

Pense em mecanismos para evitar novos endividamentos

Quando se tem muitas dívidas, o maior risco é seguir criando débitos, na esperança de que os anteriores se resolvam a partir dos novos. A situação vira uma bola de neve e sai completamente do controle.

Por isso, além de tentar negociar com as instituições, é essencial que as pessoas criem condições de não pegar novas quantias.

Para isso, entra novamente a importância de se planejar e ter clareza sobre quais são as rendas mensais e o quanto pode ser dispensado para pagar os débitos atrasados. Só assim será possível guardar uma parte do dinheiro, que sirva também para compor as necessidades cotidianas e evitar a necessidade de ajuda externa.

Além disso, os gastos desnecessários também precisam ser cortados quando o pagamento de dívidas se torna a prioridade. O direito ao lazer é fundamental, mas nestas horas, é necessário repensar custos como idas a shows, a compra de artigos supérfluos, entre outros.

O ideal é focar nas necessidades e na diminuição da dívida. Com um futuro mais tranquilo, se torna possível o retorno aos padrões anteriores, já em uma situação melhor.

Estas são algumas das dicas que podemos oferecer sobre negociação de dívidas e formas de sair do vermelho. Quer saber mais sobre o tema? Leia outros artigos de nosso blog, que certamente trará ainda mais conhecimento para que você e sua família consigam se reorganizar financeiramente, ganhando em qualidade de vida e melhorando as perspectivas para o futuro.