Nubank ROXO34 em Queda Livre: Por Que o Valor Despencou 30% e O Que o Itaú BBA Diz Sobre a Recuperação
Ações do Nubank (ROXO34) enfrentam forte volatilidade em 2026, com queda de mais de 30% desde janeiro, gerando dúvidas sobre o futuro da fintech. Fatores como carteira de crédito, despesas e expansão internacional pressionam o mercado, mas o Itaú BBA mantém recomendação de compra, apostando na recuperação.
Apesar do cenário desafiador, o mercado pode ter reagido de forma exagerada, segundo analistas do Itaú BBA. A instituição financeira acredita que os **fundamentos do Nubank permanecem sólidos** e que a recente correção nas ações abre uma oportunidade de valorização. O banco estabeleceu um preço-alvo de US$ 18 por ação, o que representa um potencial de alta de cerca de 52%.
Diversos fatores contribuíram para o aumento da percepção de risco em torno da fintech, levando investidores a revisarem suas expectativas. O mercado observou de perto questões relacionadas à carteira de crédito, ao aumento de despesas operacionais, aos desafios da expansão internacional e a mudanças na liderança financeira da companhia. Conforme informação divulgada pela fonte original, esses elementos culminaram em uma **redução significativa na avaliação de mercado** da empresa, que agora negocia com um desconto de aproximadamente 38% em relação à sua média histórica.
Itaú BBA Reafirma Confiança e Mantém Recomendação de Compra
Mesmo diante da turbulência recente, o Itaú BBA decidiu manter sua recomendação de compra para os papéis do Nubank negociados na Bolsa de Nova York. A instituição estabeleceu um preço-alvo de US$ 18 por ação, valor que representa um **potencial de valorização próximo de 52%** em relação aos níveis recentes de negociação. Para os analistas, o mercado passou a precificar um cenário excessivamente negativo para a fintech, ignorando indicadores importantes que continuam mostrando crescimento operacional.
Lucro e ROE Elevado Como Motores de Recuperação
Na visão do Itaú BBA, a entrega consistente de resultados financeiros será o principal motor para restaurar a confiança do mercado. A expectativa é que os ajustes realizados na carteira de crédito comecem a produzir efeitos mais evidentes ao longo de 2026, favorecendo a expansão das margens e o **crescimento dos lucros**. Os analistas projetam um lucro líquido de aproximadamente US$ 4,2 bilhões para o ano, um crescimento de cerca de 46% em relação ao período anterior. Outro indicador que segue chamando a atenção é o retorno sobre patrimônio líquido (ROE), estimado em próximo de 30%, um patamar considerado elevado mesmo quando comparado a bancos tradicionais.
Modelo de Negócios e Expansão Internacional em Destaque
O modelo de negócios do Nubank, baseado em tecnologia, automação e escalabilidade, continua sendo um diferencial competitivo. A estrutura operacional enxuta, o uso intensivo de tecnologia e a capacidade de atrair profissionais qualificados contribuem para a eficiência. Fora do Brasil, o **México desponta como uma das operações mais promissoras**, com a conquista da licença bancária vista como um marco importante para ampliar a oferta de produtos e acelerar o crescimento da base de clientes. A unidade mexicana deve continuar aumentando sua contribuição para os resultados consolidados da companhia.
Estados Unidos: O Principal Desafio a Ser Superado
Se o México gera otimismo, a situação nos Estados Unidos ainda desperta cautela. Os investidores continuam monitorando a capacidade da empresa de transformar investimentos em crescimento rentável naquele mercado. Atualmente, a operação norte-americana é vista como uma iniciativa de longo prazo, que ainda exige aportes significativos para ganhar escala. Entre os principais questionamentos está a velocidade com que a empresa conseguirá converter usuários em receitas relevantes. O desempenho nos Estados Unidos permanece como um dos fatores mais importantes para a tese de investimento da companhia.
