Petróleo Atinge US$ 100 com Ameaças do Irã ao Estreito de Ormuz e Promessa de Vingança, Preços Disparam 9%

O preço do petróleo registrou uma **alta expressiva de 9% nesta quinta-feira**, superando a marca de US$ 100 o barril. O aumento é impulsionado pelas crescentes tensões em torno da navegabilidade no Estreito de Ormuz, um ponto estratégico para o escoamento global da commodity.

As declarações do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, de que o trecho deve permanecer fechado e a promessa de “vingança” pelas mortes iranianas na guerra com os Estados Unidos intensificaram a volatilidade do mercado.

O petróleo WTI para abril fechou em alta de 9,74%, a US$ 95,73 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o Brent para maio atingiu US$ 100,46 o barril na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), com uma valorização de 9,21%.

A commodity já havia chegado à marca de US$ 100 na madrugada, após ataques iranianos a refinarias no Iraque. As falas de Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, morto em ataques iniciais da guerra, adicionaram mais pressão aos preços.

Novas Frentes de Conflito e Impacto no Comércio Global

Mojtaba Khamenei também ameaçou abrir novas frentes na guerra contra os EUA caso o conflito no Oriente Médio se prolongue. Essa retórica eleva o risco geopolítico e afeta diretamente o suprimento de petróleo.

A Capital Economics apontou que a alta nos preços foi alimentada por imagens de petroleiros em chamas no Estreito de Ormuz. Esse cenário ofuscou notícias sobre a liberação de reservas emergenciais de petróleo por países da Agência Internacional de Energia (AIE).

A AIE, em relatório divulgado nesta quinta-feira, reduziu sua projeção de crescimento da produção petrolífera global de 2,4 milhões de barris por dia (bpd) para 1,1 milhão de bpd, refletindo as incertezas no mercado.

Rotas Alternativas e Negociações de Defesa

Em resposta à ofensiva militar do Irã às suas refinarias, o governo iraquiano anunciou que está preparando rotas alternativas de exportação para o petróleo. A produção do país foi parcialmente suspensa na quarta-feira.

Enquanto isso, a Saudi Aramco, a maior petrolífera da Arábia Saudita, está em negociações com empresas ucranianas para a aquisição de drones. Segundo o The Wall Street Journal, o objetivo é fortalecer a proteção de seus campos de petróleo diante do cenário de instabilidade.

A hidrovia do Estreito de Ormuz, fundamental para o comércio mundial de petróleo, tem sua circulação restrita desde o início do conflito no Oriente Médio, aumentando os custos e os riscos para as empresas do setor.

Redação Portal DBC

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