Trump sugere mudança de regime no Irã como “a melhor coisa” e envia segundo porta-aviões para o Oriente Médio

Trump declara que mudança de regime no Irã seria “a melhor coisa” e detalha envio de segundo porta-aviões para o Oriente Médio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou apoio à possibilidade de uma mudança de regime no Irã, classificando-a como “a melhor coisa que poderia acontecer”. A declaração surge em um momento de escalada retórica e fortalecimento militar dos EUA na região, com o envio de um segundo porta-aviões para o Oriente Médio, apesar das tentativas de reativar a diplomacia sobre o programa nuclear iraniano.

Questionado sobre seus desejos em relação ao Irã, Trump afirmou que “parece que isso seria a melhor coisa que poderia acontecer”, embora tenha se recusado a especificar quem ele gostaria de ver no poder, apenas mencionando que “há pessoas”. Ele criticou a longa duração das negociações, que, segundo ele, perduram há 47 anos, resultando em “muitas vidas perdidas”.

As tensões entre Washington e Teerã aumentam à medida que os EUA buscam ampliar as negociações nucleares para incluir mísseis balísticos iranianos, o apoio a grupos armados e os direitos humanos no país. O Irã, por sua vez, condiciona a discussão sobre seu programa nuclear ao levantamento das sanções, descartando a inclusão de outros temas.

Movimentação militar reforça tensão no Oriente Médio

Em meio às declarações, o Pentágono confirmou o envio do porta-aviões Gerald R. Ford para se juntar ao Abraham Lincoln no Oriente Médio. Essa mobilização, descrita como um processo complexo por autoridades americanas, inclui também contratorpedeiros, caças e aeronaves de vigilância, intensificando a presença militar dos EUA na região.

Trump justificou a necessidade do segundo porta-aviões como uma medida de precaução, caso “não cheguemos a um acordo”. Ele mencionou que, se os EUA precisarem atacar instalações nucleares iranianas, a missão seria “a menor das missões”, mas que “provavelmente pegaremos tudo o que restar”.

O porta-aviões Gerald R. Ford e suas capacidades

O Gerald R. Ford, considerado o mais novo e maior porta-aviões do mundo, tem capacidade para transportar mais de 75 aeronaves militares, incluindo caças F-18 Super Hornet e jatos E-2 Hawkeye para alerta antecipado. Sua estrutura conta com um reator nuclear e um radar sofisticado para controle de tráfego aéreo e navegação.

Os navios de apoio que o acompanham, como o cruzador Normandy e os destróieres Thomas Hudner, Ramage, Carney e Roosevelt, possuem capacidades avançadas de guerra em diversas frentes, incluindo terra-ar, terra-terra e antissubmarina.

Histórico de mobilizações e desafios logísticos

Os Estados Unidos já posicionaram dois porta-aviões na região no ano passado, durante ataques a instalações nucleares iranianas. A mobilização de porta-aviões é um recurso escasso para os EUA, com apenas 11 unidades em seu arsenal, e seus cronogramas são definidos com antecedência.

Autoridades indicaram que o porta-aviões Bush também foi considerado para a região, mas sua certificação atrasaria sua chegada em mais de um mês. O Gerald R. Ford já está no mar desde junho de 2025, com sua rota alterada de última hora para o Caribe antes da transferência para o Oriente Médio.

Preocupações com o moral da tripulação e o futuro das negociações

Embora as mobilizações de porta-aviões geralmente durem nove meses, elas podem ser estendidas em períodos de alta atividade militar. No entanto, autoridades da Marinha alertam que longas permanências no mar podem afetar negativamente o moral dos tripulantes. O Comando Sul dos EUA, responsável pelas operações na América Latina, reafirmou seu foco em combater “atividades ilícitas e atores malignos no Hemisfério Ocidental”.

A escalada militar e o discurso agressivo de Trump ocorrem em paralelo às negociações diplomáticas, alimentando temores de um conflito mais amplo caso um acordo não seja alcançado. A situação no Oriente Médio permanece tensa, com ambos os lados prometendo retaliação.

Redação Portal DBC

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