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Wall Street recua depois de pedido de auxílio-desemprego subir nos EUA

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O número de americanos que entraram com um pedido de auxílio-desemprego subiu de maneira inesperada e Wall Street passou a recuar seus investimentos.

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Os dados que foram coletados no dia de hoje, contabilizaram os números de semana passada, o que assustou investidores do mundo todo.

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Entretanto, o mercado de trabalho passou a se recuperar depois dessa contagem, pois, aconteceram no início dessa semana estímulos fiscais e a diminuição de casos de Covid-19 no país.

Com a diminuição de casos, foi possível permitir a reabertura de mais empresas de serviços.

Segundo o Departamento do Trabalho, os pedidos de auxílio-desemprego totalizaram 861 mil com os dados ajustados de maneira sazonal na semana que se encerrou no dia 13 de fevereiro.

Os números da semana anterior, que se encerrou no dia 6 de fevereiro, foram de 848 mil pedidos, segundo o Departamento do Trabalho relatou hoje.

Os economistas que foram consultados pela Reuters, a maior agência de pesquisa do mundo, previam que 765 mil solicitações aconteceriam na semana.

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Por que os pedidos aumentaram de maneira significativa e preocupou Wall Street?

Grande parto do aumento nos podidos de auxílio-desemprego pode estar relacionado ao fechamento, de maneira temporária, de fábricas de automóveis no início da semana passada.

Isso aconteceu devido à escassez global de chips semicondutores.

Na semana do dia 8 de fevereiro, a General Motors anunciou que começaria suspender totalmente a sua produção na fábrica Fairfaz, na cidade de Kansas.

Já a Ford decidiu reduzir a jornada de trabalho em sua fábrica focada em caminhões em Dearborn e em sua planta de montagem também na cidade de Kansas.

O espaço ainda envolve o otimismo

Mesmo que o pedido de auxílio-desemprego esteja acima do pico da Grande Repressão que aconteceu entre 2007 e 2009, existe ainda motivos para se manter otimistas.

Segundo especialistas o mercado de trabalho norte-americano deve começar a ganhar força na primavera, no Hemisfério Norte.

Como mencionei anteriormente, as taxas de hospitalização e infecções por coronavirus passou a diminuir desde janeiro.

Além disso, dados do governo que foram divulgados ontem, mostraram que as vendas no varejo nos Estados Unidos aumentaram em janeiro, à maior taxa em sete meses.

Por fim, é importante lembrar que o Congresso dos Estados Unidos espera que o presidente Joe Biden envie um pacote de recuperação avaliado em 1,9 trilhões de dólares.

Dos 22, 2 milhões de empregos que foram perdidos durante a pandemia, 12,3 milhões já foram recuperados.

Entretanto, o CBO – Escritório de Orçamento do Congresso estimou que o emprego não irá retornar ao que era antes da pandemia antes de 2024.

Como Wall Street reagiu a todas essas novidades?

Os índices principais de Wall Street começaram a cair nesta quinta-feira, depois que muitos investidores  fizeram o movimento de saída das grandes empresas ligadas a tecnologia.

O movimento aconteceu justamente depois do aumento inesperado nos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos aconteceu.

Os índices acionários dos Estados Unidos começaram a atingir máximas recordes no início da semana, entretanto, passou a ceder terreno após uma alta nos rendimentos dos Treasuries, aumentando os temores de inflação.

Todas as preocupações fizeram com que os investidores realizassem a retirada dos seus lucros em ações com altas volatilidade dentro dos setores da tecnologia e serviços de comunicação que estavam dentro da S&P 500.

Hoje, às 12:28, no horário de Brasília o índice Dow Jones começou a cair, cerca de 0,94%, a 31.315, enquanto a S&P 500 perdeu 0,85848% despencando para 3.898 pontos.

Por fim, o índice de tecnologia Nasdaq recuava 1,69%, a 13.730 pontos.

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