Zema diz que no Japão envolvido em caso semelhante ao de Toffoli 'teria se suicidado'
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"title": "Zema compara caso Toffoli com Japão e diz que envolvidos 'teriam se suicidado' por honra",
"subtitle": "Governador de Minas Gerais critica falta de 'vergonha na cara' no Brasil após Ministro do STF ter nome ligado a escândalo; Toshikatsu Matsuoka, ex-ministro japonês, é citado.",
"content_html": "<h2>Governador Romeu Zema critica ministros do STF e declarações sobre Toffoli geram polêmica</h2>n<p>O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), causou repercussão ao fazer comparações sobre a conduta de autoridades brasileiras em casos de escândalo, utilizando o Japão como parâmetro de honra e vergonha.</p>n<p>Em vídeo divulgado nas redes sociais, Zema abordou a situação envolvendo o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sugeriu que, em outros países com maior senso de ética, os envolvidos tomariam atitudes drásticas.</p>n<p>A declaração, que repercutiu nacionalmente, foi feita após Toffoli ter seu nome associado a investigações e ter confirmado sua participação societária em empresa ligada a um investigado, conforme divulgado pelo Estadão Conteúdo.</p>nn<h3>Comparação com o Japão e a Europa</h3>n<p>Zema afirmou que, em situações semelhantes à de Toffoli, um político no Japão, país conhecido por seu forte senso de honra, "teria se suicidado". Ele contrastou essa atitude com o que ocorreria na Europa, onde, segundo ele, a pessoa "teria renunciado" por ter "vergonha na cara".</p>n<p>O governador lamentou o que percebe como uma ausência de tais valores no Brasil. "No Japão tem honra e aqui nós não temos nem honra, nem vergonha na cara e as pessoas continuam aí atuando”, declarou Zema em sua publicação na rede social X.</p>nn<h3>O caso que envolve Dias Toffoli</h3>n<p>O ministro Dias Toffoli confirmou, em nota, sua participação societária na empresa Maridt, que foi uma das controladoras do resort Tayayá, no Paraná. A Maridt vendeu parte de sua participação em 2021 a um fundo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.</p>n<p>Vorcaro é acusado de liderar um esquema de fraude investigado sob relatoria do próprio ministro Toffoli. O ministro, no entanto, nega ter amizade com Vorcaro ou ter recebido valores do empresário, conforme apurado pelo Estadão Conteúdo.</p>nn<h3>Pedido de suspeição e investigação da PF</h3>n<p>A declaração de Zema ocorre em um contexto onde a Polícia Federal (PF) solicitou, na quarta-feira, 11, a suspeição do ministro Toffoli no caso do Banco Master. A PF pede o afastamento do ministro após encontrar menções ao seu nome no celular de Daniel Vorcaro.</p>n<p>Relatos indicam que foram identificadas conversas entre o banqueiro e o ministro. A PF busca, com o pedido de suspeição, afastar Toffoli do caso, argumentando que a solicitação se baseia em "ilações", segundo o gabinete do ministro em nota.</p>nn<h3>Defesa e vazamento de informações</h3>n<p>A defesa de Daniel Vorcaro, por sua vez, comentou sobre o caso, afirmando que houve um "vazamento seletivo de informações" relacionado às investigações. O caso ganhou destaque na mídia e continua a gerar debates sobre ética e conduta no cenário político e jurídico brasileiro.</p>n<p>O ministro André Mendonça assumiu o caso do Banco Master no STF após a saída de Toffoli da relatoria, alegando "altos interesses institucionais" para justificar sua decisão. A situação levanta questionamentos sobre a integridade e a percepção pública das instituições.</p>"
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