Renda Fixa, Fundos ou Bolsa: Descubra Onde os Candidatos à Presidência Colocam Seus Bilhões e Surpreenda-se com as Escolhas Financeiras!

Investimentos dos Candidatos à Presidência: Renda Fixa, Fundos e Bolsa em Detalhe

As declarações de patrimônio apresentadas pelos candidatos à Presidência da República ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oferecem um panorama fascinante sobre como os aspirantes ao cargo mais alto do país gerenciam suas finanças. Longe de serem meros números, esses registros revelam as escolhas estratégicas em renda fixa, fundos de investimento e até mesmo na volátil Bolsa de Valores, mostrando um mosaico de perfis financeiros.

Com um total declarado que pode ultrapassar os R$ 7,9 bilhões, dependendo da controversa declaração de Pablo Marçal, os 13 candidatos que apresentaram seus registros até 15 de agosto expõem um total de 151 bens. A maior parte desse montante, no entanto, é fortemente influenciada pela declaração de R$ 7,42 bilhões de Marçal, que posteriormente admitiu erros no registro.

Sem considerar Marçal, os demais 12 candidatos somam R$ 539,6 milhões. Deste valor, R$ 112,08 milhões, o equivalente a 20,8%, estão alocados em fundos, aplicações de renda fixa, ações, previdência e outros ativos financeiros. Conforme apurado pelo BM&C NEWS, participações em empresas, imóveis e créditos a receber dominam a maior parte dos bens, indicando uma exposição direta à Bolsa de Valores relativamente pequena para a maioria.

Lula Prioriza Previdência Privada em seu Patrimônio Declarado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou um patrimônio de R$ 4,78 milhões, uma redução de 35,7% em relação a 2022. A estratégia financeira do presidente é clara: a maior parte de seus bens está concentrada em previdência privada. Dois planos VGBL somam aproximadamente R$ 3,30 milhões, representando 69,2% de seu patrimônio total.

Especificamente, Lula possui R$ 1,92 milhão em um VGBL da Brasilprev e R$ 1,38 milhão em outro plano do Bradesco. Além disso, o presidente declarou R$ 739,2 mil em imóveis e terrenos em São Bernardo do Campo e R$ 179,3 mil em créditos decorrentes de distrato com a Bancoop. Curiosamente, duas contas de poupança com saldos de R$ 14,99 e R$ 0,13 também foram informadas.

Romeu Zema: Fundos Multimercado e Participações Societárias no Comando

Romeu Zema (Novo) apresentou um patrimônio robusto de R$ 178,71 milhões, com uma concentração significativa em participações societárias e fundos de investimento. A principal posição é uma participação em uma holding familiar avaliada em R$ 94,50 milhões, respondendo por 52,9% de seus bens.

Zema também declarou R$ 56,22 milhões em um fundo multimercado, a maior alocação individual em fundos entre os candidatos analisados. Sua carteira inclui ainda R$ 1,56 milhão em fundo de ações, R$ 1,24 milhão em ações, R$ 998,4 mil em CDB, R$ 619,4 mil em debêntures e R$ 300 mil em fundos imobiliários. Imóveis como uma residência de R$ 704,9 mil e um terreno de R$ 70 mil complementam o quadro, com os ativos financeiros representando cerca de 35% de seu patrimônio.

Caiado Apostando Forte em Atividade Rural e Renda Fixa Isenta

O patrimônio de Ronaldo Caiado (PSD), declarado em R$ 52,56 milhões, difere consideravelmente das carteiras de Lula e Zema, com uma forte ligação à atividade rural. A maior parte de seus bens, R$ 36,21 milhões, está em imóveis rurais, e outros R$ 10,49 milhões em semoventes, totalizando 88,9% de seu patrimônio.

A principal aplicação financeira de Caiado é de R$ 4,29 milhões em títulos isentos de tributação, como LIG, LCI, LCA, CRI e CRA. Sua exposição direta à renda variável é mínima, com apenas R$ 133,53 em ações e R$ 16,71 em fundos, conforme declarações ao TSE. A estratégia de Caiado demonstra um foco em ativos tangíveis e investimentos de menor risco.

Augusto Cury: Destaque em BDRs e Ações na Bolsa de Valores

Augusto Cury (Avante) declarou o segundo maior patrimônio atualmente registrado, R$ 242,28 milhões, e também o maior número de bens, 56. Sua carteira se destaca por uma relevante exposição à renda variável. Cury informou R$ 25,83 milhões em BDRs, além de R$ 7,09 milhões em ações do Bradesco (BBDC3) e cerca de R$ 799,5 mil em ações da Petrobras (PETR4).

As posições negociadas no mercado de renda variável somam aproximadamente 13,9% de seu patrimônio. A maior parte de seus bens, R$ 121,19 milhões, está em um empréstimo concedido à Filadélfia Nature Participações, empresa na qual também possui quotas avaliadas em R$ 15,61 milhões, além de R$ 54,78 milhões em outras participações societárias. Cury é o único candidato com exposição direta significativa em ações e BDRs.

Pablo Marçal e o Contestado CDB de R$ 6,79 Bilhões

Pablo Marçal (PRTB) lidera o ranking de patrimônio declarado com R$ 7,42 bilhões, mas este valor está sob contestação do próprio candidato. Uma aplicação descrita como renda fixa em CDB e RDB no Banco Itaú, no valor de R$ 6,79 bilhões, representa 91,6% do montante informado e está sob pedido de correção por parte de Marçal.

A diferença em relação a eleições anteriores é gritante, considerando os R$ 169,5 milhões declarados quando disputou a Prefeitura de São Paulo. Retirando a aplicação contestada, os demais bens somam cerca de R$ 626,5 milhões, incluindo um terreno urbano em Santana de Parnaíba (SP) de R$ 490 milhões. A candidatura de Marçal ainda aguarda validação da Justiça Eleitoral, após ter sido declarado inelegível até 2032.

Ações Têm Baixa Representatividade no Patrimônio dos Candidatos

Um padrão notável nas declarações é a baixa exposição direta à Bolsa de Valores. Com exceção de Augusto Cury, o valor máximo declarado diretamente em ações entre os demais candidatos é de R$ 133,53, de Ronaldo Caiado. A exposição à renda variável, quando ocorre, é mais comum via fundos de investimento.

Em contrapartida, a renda fixa, fundos de investimento e previdência privada aparecem com valores mais expressivos. Além disso, uma parcela considerável do patrimônio dos candidatos está fora do mercado financeiro tradicional, em participações empresariais, imóveis e atividades rurais, refletindo diferentes estratégias de diversificação e alocação de capital. É importante notar que as declarações ao TSE seguem critérios do Imposto de Renda, informando bens pelo custo de aquisição, não pelo valor de mercado atual.

Editor

Entusiasta ao marketing online, apaixonado por crédito e finanças pessoais