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Economia dos Estados Unidos – Presidente da Fed afirma riscos de baixa

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A pandemia deixou claro que nada está fácil para ninguém, nem mesmo para a economia dos Estados Unidos, hoje, a maior do mundo.

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Nesta quarta-feira, dia 10, o presidente do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos), Jerome Powell alertou que a economia dos Estados Unidos tem “riscos de baixa”.

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Durante o evento que acontece de maneira virtual e reunia o Clube Econômico de Nova York, o presidente não foi tão favorável a economia.

Para ele, não existe nenhum tipo de garantia de quando irá acontecer a imunização em rebanho no país para a covid-19, o que pode levar os Estados Unidos a reabrir a sua economia.

Segundo Powell, depois das declarações de especialistas ligados ao setor da saúde, ele considera que o controle da pandemia pode acontecer em algum momento de 2021, mas, existem incertezas e que não pode garantir nada.

Assim, o presidente do Fed descartou também qualquer interesse dos dirigentes começarem a reduzir o balanço do banco central.

A declaração foi a seguinte diante do tema: “O balanço do Fed terá o tamanho que tiver de ter para poder apoiar a recuperação”.

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Ele também mencionou que não tem nenhuma preocupação do Banco Central sobre a capacidade do governo americano conseguir se financiar.

Já sobre o apoio fiscal, l presidente lembrou que cabe diretamente aos funcionários eleitos decidir sobre o tema.

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O mercado de trabalho na economia dos Estados Unidos

economia dos Estados Unidos

Outro assunto muito comentado na reunião foi o mercado de trabalho nos Estados Unidos.

Powell afirmou que o mercado de trabalho apresentou uma melhora, entretanto, havia estagnado em meses mais recentes, diante da nova onda do Covid-19, no país.

Assim, o dirigente afirmou que fará tudo o que for possível para aumentar o máximo de empregos, mas alertou para o mais importante, que é conter a pandemia no “curto prazo”.

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Mesmo que a recuperação americana tenha surpreendido inicialmente, ele completou que o país está longe de um mercado de trabalho forte, cujos os benefícios são compartilhados amplamente.

O presidente não deixou de lembrar que o emprego no mês de janeiro estava quase 10 milhões de vagas a menos do nível que aconteceu em fevereiro em 2020.

Assim, o país bate a maior diferença de emprego desde o fim da Grande Recessão do fim dos anos 2000.

Além disso, os dados ainda incluíam que, 5 milhões de pessoas disseram, em janeiro, que a pandemia estava impedindo-as de buscar emprego.

Diante desse contexto, o presidente da Fed alertou para o aumento que já é elevado, da desigualdade no mercado de trabalho.

Além disso, ele fez questão de lembrar que deve haver efeitos no longo prazo para cada um desses mercados, seja para quem está trabalhando ou a economia como um todo.

Segundo Powell, conquistar o que o país já conquistou no quesito emprego pode levar anos.

Por fim, ele lembrou que o pleno emprego não será nada fácil.

Além das grandes necessidades de o país conseguir conter o coronavirus rapidamente, ele reafirmou que a política monetária vai ser mantida pelo tempo que for necessário.

Por fim, ele considerou que o governo e o setor privado são essenciais nessa recuperação e a retomada do mercado de trabalho.

Para ele, a inflação pode atingir uma meta de 2%, mas ainda não há uma expectativa definida a respeito, lembrando que não se espera um salto da inflação pensando no curto prazo.

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