PIB menor a cada dia – Banco central reduz o crescimento para 3,6%

O Banco Central realizou uma revisão na sua estimativa para a economia brasileira em 2021 e deixa o PIB menor, onde ele crescerá somente 3,6%.

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Essa previsão está em um relatório ligado a inflação que foi divulgado na manhã desta quinta-feira, 25 de março.

Anteriormente, a expectativa do BC, divulgada em dezembro do ano passado era uma alta bem maior do nível de atividade de 2021, com cerca de 3,8%.

PIB menor ainda está acima do esperado por outros setores

A previsão dada pelo Banco Central está bem acima da expectativa do mercado financeiro e também dos dados do Ministério da Economia.

Segundo estimativas, ambos esperam uma alta menor para o PIB de 2021, com 3,2%.

Banco Central justifica números apresentados

De acordo com a declaração do Banco Central, a projeção dessa alta de 3,6% para o PIB leva em consideração o carregamento estatístico, para deixar o PIB acima do que foi esperado em razão do crescimento econômico no fim de 2020.

Além disso, a manutenção das atividades em nível elevado no início de 2021, influenciou diretamente nesse aumento.

Entretanto, a queda do número, mais uma vez, reflete a piora da pandemia da Covid-19 que aconteceram nas últimas semanas no país.

Segundo o Banco Central, a estimativa é que o PIB aumente a partir do recuo moderado ao longo do primeiro semestre, mas com recuperação relevante nos últimos dois trimestres, já que se espera a diminuição da taxa de letalidade da Covid-19 e no numero de internações, além do avanço da vacinação.

Por fim, o Banco Central informou que a projeção considera a possível manutenção do teto de gastos e uma nova rodada de auxílio emergencial de R$ 44 bilhões, com os pagamentos concentrados no segundo trimestre do ano.

Aumento da inflação e as taxas de juros

O Banco Central também informou que a estimativa de inflação para 2021, o IPCA, subiu de 3,4%, dados de dezembro de 2020 para 5% em 2021.

Essa previsão considera a trajetória que foi estimada pelo mercado financeiro como um todo para a taxa de juros e de câmbio, tanto neste ano quanto no próximo.

A previsão que o BC tem está acima da meta que foi dada para a inflação, de 3,75%, mas dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto para cima e para baixo.

Além disso, a inflação que chega no consumidor e que é medida pelo IPCA, surpreendeu e muito no trimestre que foi encerrado em fevereiro.

Esse aumento de inflação está diretamente ligado a depreciação do real e a forte alta dos preços de produtos básicos, como a commodities, em uma cotação internacional, além de alimentos e o aumento do petróleo.

Para uma projeção em 2022 e 2023, dentro do cenário de mercado, o Banco Central espera uma inflação de 3,5%.

 

Vale lembrar que, quando as estimativas para a inflação estão no limite ou abaixo das metas, o Banco Central pode optar por reduzir os juros.

Já quando as previsões estão acima do que se espera, a taxa Selic pode começar a ser elevada.

Portanto, se a meta não é cumprida, o Banco Central tem sempre que escrever uma carta pública explicando o porquê isso vem acontecendo.

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