Petrobras (PETR4): Dividendos do 4T25 Podem Ser Menores, Analistas Projetam Valores Modestos Devido a Investimentos
Petrobras (PETR4): Projeções Indicam Dividendos Menores no 4T25 com Foco em Investimentos
A Petrobras (PETR3; PETR4) se prepara para divulgar seus resultados referentes ao quarto trimestre de 2025 (4T25) nesta quinta-feira (5). Além dos números operacionais e financeiros, os acionistas voltam suas atenções para a distribuição de dividendos, que, segundo analistas, tendem a ser mais modestos neste período. A expectativa geral é de que os investimentos recentes da companhia impactem diretamente o fluxo de caixa disponível para proventos.
A XP Investimentos, por exemplo, projeta um Fluxo de Caixa Livre para o Acionista (FCFE) de US$ 649 milhões para o 4T25, o que representa um retorno trimestral de 0,6%. Essa projeção é influenciada por desembolsos significativos no trimestre, incluindo o pagamento de US$ 1,3 bilhão pelo leilão de áreas não contratadas e US$ 258 milhões referentes ao acordo de unitização de Jubarte. Assim, a XP estima um pagamento de dividendos ordinários de US$ 1,6 bilhão, o equivalente a cerca de R$ 8,4 bilhões.
Até o terceiro trimestre de 2025, a Petrobras já havia distribuído R$ 32,54 bilhões aos seus acionistas, com o governo federal recebendo 28,67% desse montante. A informação foi divulgada pela fonte Lara Rizério.
Investimentos Pesados Reduzem o Fluxo de Caixa para Dividendos
O Bradesco BBI também aponta para uma redução na distribuição, prevendo um provento de US$ 1,3 bilhão, inferior aos US$ 2,3 bilhões distribuídos no 3T25. O banco justifica essa expectativa pelo impacto do desembolso de US$ 1,3 bilhão relacionado ao leilão do PPSA ocorrido no 4T25, que afeta os dividendos calculados por fórmula.
O Goldman Sachs corrobora essa projeção, baseando-se na política da Petrobras de distribuir 45% do fluxo de caixa livre. O banco destaca que a distribuição neste trimestre pode ser negativamente afetada pela aquisição, em dezembro, das participações minoritárias do governo nos campos do pré-sal na Bacia de Santos.
Projeções Variadas para os Dividendos da Petrobras
Já o Itaú BBA apresenta uma projeção um pouco menos otimista, estimando dividendos ordinários de US$ 1,0 bilhão. Esse valor é inferior aos US$ 2,2 bilhões distribuídos no terceiro trimestre de 2025, resultando em um retorno sobre dividendos (dividend yield) de 1,1%. Essa estimativa considera a projeção de investimentos (capex) de US$ 6,4 bilhões no período, um aumento de 30% em base trimestral, refletindo a concentração de gastos no final do ano e o pagamento do leilão do pré-sal.
A Genial Investimentos estima um dividendo de R$ 0,88 por ação, excluindo proventos extraordinários. Essa projeção leva em conta o investimento esperado para o ano, alinhado com o limite superior da política de investimentos da empresa. O BTG Pactual, por sua vez, projeta um dividendo total de US$ 1,3 bilhão, com base em um Ebitda entre US$ 10,5 bilhões e US$ 11,5 bilhões e um capex caixa entre US$ 5,2 bilhões e US$ 5,8 bilhões. Diante de um cenário financeiro mais apertado, o BTG Pactual mantém uma recomendação neutra para a Petrobras, citando a menor atratividade do dividendo e a baixa visibilidade do cenário macropolítico.
