Irã Responde Ameaças de Trump: “Vocês Vão Queimar no Inferno” e “Novas Surpresas”
Irã Reage Ameaças de Trump com Fúria e Promessas de Retaliação
Autoridades iranianas demonstraram forte indignação neste domingo (5) em resposta às ameaças diretas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de destruir a infraestrutura do Irã caso o Estreito de Ormuz não seja liberado até terça-feira, 7. As declarações de Trump, feitas em tom agressivo em sua rede social, provocaram reações contundentes por parte de líderes iranianos.
O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, acusou Trump de arrastar os EUA para o “inferno” e de seguir as ordens do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Ele enfatizou que as ações imprudentes de Trump não trarão ganhos e que a única solução é respeitar os direitos do povo iraniano.
As declarações de Qalibaf foram uma resposta direta aos comentários de Trump, que em sua plataforma Truth Social, proferiu palavrões e ameaçou destruir instalações como usinas elétricas e pontes no Irã. Trump exigiu a liberação do estreito, chamando os iranianos de “bastardos malucos”. Conforme informação divulgada pelo Estadão Conteúdo, Qalibaf rebateu dizendo: “Não se engane: você (Trump) não vai ganhar nada por meio de crimes de guerra”.
Frente de Resistência Ameaça Estreito de Bab Al-Mandeb
Ali Akbar Velayati, assessor do líder supremo do Irã, alertou que a “frente da resistência”, composta por grupos aliados do Irã em países como Líbano, Iraque e Iêmen, poderia mirar o Estreito de Bab Al-Mandeb, no Mar Vermelho. Este estreito é vital para o comércio mundial, por onde transita cerca de 12% do volume global, segundo a Associated Press.
Velayati declarou que, se a Casa Branca insistir em “erros estúpidos”, o fluxo de energia e comércio global poderá ser interrompido rapidamente. Ele insinuou que uma única ordem seria suficiente para causar o bloqueio, aumentando a tensão na região.
Irã Exige Compensação e Promete “Novas Surpresas”
Seyyed Mohammad Mehdi Tabatabaei, porta-voz da presidência do Irã, indicou que a reabertura do Estreito de Ormuz estaria condicionada ao destino de parte das receitas geradas pelo tráfego de navios para compensar o Irã por danos de guerra. Essa exigência adiciona uma nova camada de complexidade ao impasse.
O comandante da Força Quds, Esmail Qaani, por sua vez, prometeu “novas surpresas” para os Estados Unidos e Israel, que estariam atacando o Irã há mais de um mês. Qaani fez referência a uma operação de resgate de um piloto americano, cujo avião foi abatido em território iraniano. Segundo a versão iraniana, a operação resultou na destruição de aeronaves americanas, embora o piloto tenha sido resgatado.
“Elite Epstein” e Tensão Crescente
Em declarações divulgadas pela iraniana Press TV, o comandante Qaani comparou as lideranças dos EUA e Israel à “Elite Epstein”, em alusão a Jeffrey Epstein, o financista americano que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual de menores. Essa comparação demonstra o nível de animosidade e a retórica utilizada pelas autoridades iranianas.
Qaani reiterou que os EUA e Israel devem esperar mais “surpresas” na região, indicando que o Irã possui capacidades e planos que ainda não foram revelados. A situação permanece tensa, com ambos os lados trocando ameaças e promessas de retaliação, elevando o risco de um conflito mais amplo no Oriente Médio.
