Meloni Estraçalha Críticos dos Jogos de Inverno: “Inimigos da Itália” e Sabotagem Ferroviária Choca o Mundo!
Meloni Lança Fogo Contra Protestos e Sabotagem nos Jogos de Inverno: “São Inimigos da Itália!”
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, **demonstrou indignação** com os recentes protestos contra os Jogos Olímpicos de Inverno em Milão e com a **sabotagem da infraestrutura ferroviária**, classificando os responsáveis como verdadeiros “inimigos da Itália e dos italianos”. A declaração foi feita na madrugada de domingo, em sua rede social, após um dia de tensões e incidentes.
Meloni criticou veementemente os manifestantes que, segundo ela, protestaram “contra as Olimpíadas”, gerando imagens negativas exibidas globalmente. A situação se agravou com o corte de cabos ferroviários, que impediu a partida de trens e causou transtornos significativos. Ela ressaltou o esforço de milhares de italianos, incluindo voluntários, dedicados ao sucesso dos Jogos.
“Mais uma vez, solidariedade à polícia, à cidade de Milão e a todos aqueles que verão seu trabalho prejudicado por essas quadrilhas de criminosos”, afirmou a premiê, demonstrando apoio às autoridades e aos envolvidos na organização do evento. As informações foram divulgadas pela Agência O Globo.
Investigação por Terrorismo Após Sabotagem Ferroviária
Em resposta aos ataques à rede ferroviária, o Ministério dos Transportes da Itália anunciou a abertura de uma investigação por terrorismo. A sabotagem ocorreu de forma sincronizada no norte do país no sábado, primeiro dia oficial dos Jogos de Inverno, gerando preocupação e apreensão.
Até o momento, ninguém reivindicou a autoria dos ataques, conforme informou a agência de notícias italiana ANSA. A ação criminosa atingiu o centro de distribuição de Bolonha, crucial para o tráfego ferroviário entre o norte e o sul da Itália, e também linhas na região de Pesaro, na costa do Adriático.
Em ambos os casos, a infraestrutura foi incendiada ou cortada com o objetivo claro de sabotagem. A consequência direta foi o impacto na mobilidade, com milhares de passageiros enfrentando atrasos que duraram horas, afetando a logística e a experiência de viagem durante o início dos Jogos.
Confrontos em Milão e Decreto de Segurança em Debate
Na cidade de Milão, a polícia italiana utilizou gás lacrimogêneo e canhões de água para conter dezenas de manifestantes. O grupo lançava fogos de artifício e tentava acessar uma rodovia próxima a uma das instalações olímpicas no sábado à noite.
O confronto ocorreu ao final de uma marcha pacífica, que reuniu milhares de pessoas para protestar contra o impacto ambiental dos Jogos e a presença de agentes americanos na Itália. A ação policial visou dispersar aqueles que se tornaram violentos, após o fim do ato pacífico.
A situação ocorre poucos dias após o governo de Meloni aprovar um decreto de segurança que permite à polícia deter indivíduos por até 12 horas, caso haja suspeita razoável de que possam agir como agitadores. Parlamentares da oposição criticaram a medida, vendo-a como um ataque à liberdade de expressão, o que adiciona uma camada de polêmica ao contexto dos Jogos.
COI Condena Violência Durante Protestos
O Comitê Olímpico Internacional (COI) se pronunciou sobre os incidentes. O porta-voz, Mark Adams, declarou em coletiva de imprensa no domingo que, embora o protesto pacífico seja legítimo, “traçamos uma linha quando se trata de violência”. Ele enfatizou que a violência “não tem lugar nos Jogos Olímpicos”.
A polícia conseguiu conter os manifestantes violentos que tentavam se aproximar da pista de hóquei no gelo do Complexo Olímpico de Santagiulia. O protesto pacífico, que contava com a participação de famílias e estudantes, já havia se dispersado no momento do confronto.
Os manifestantes carregavam cartazes e realizavam apresentações artísticas, como danças e música, expressando descontentamento com a construção de novas instalações, como a pista de bobsled em Cortina, que resultou na derrubada de árvores. Um hino com críticas ao Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA também foi entoado, demonstrando um leque de insatisfações.
