Ibovespa resiste à pressão da inflação e volta a testar 130 mil pontos

Apesar do aumento que aconteceu na inflação para mais de 8% acumulado nos 12 meses, a Ibovespa resistiu e continua em alta.

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Desta forma, o encarecimento dos produtos no país ainda não gera preocupações suficientes para tirar a Bolsa brasileira das máximas históricas.

Ontem, o principal índice das ações operou em alta quase todo o pregão e só deixaram de acelerar os ganhos no final da tarde, ficando abaixo da marca de 130 mil pontos.

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Portanto, o Ibovespa terminou o dia em alta de 0,09%, aos 129.907 pontos, depois de tocar nos 130.882 pontos na máxima da sessão.

Assim, empresas grandes que estão ligadas a commodities como Vale, Petrobras e siderúrgicas acabaram contribuindo para o movimento positivo.

Em contra partida, os bancos, com exceção ao Unibanco e Itaú, fecharam em queda em dia de instabilidade no setor.

Analistas avaliam quais setores são mais atingidos com inflação na Ibovespa

Enquanto muitos investidores equilibrar as suas posições diante desse cenário, os analistas estão tentando avaliar quais são os setores e ações mais afetados pela inflação.

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De maneira geral, entretanto, as surpresas que o IPCA trouxe são consideradas apenas um efeito colateral da retomada econômica.

Portanto, ela não tem atrapalhado de maneira significativa o desempenho da bolsa de valores.

Assim, para os economistas o que importa nos momentos de pressão a inflação é justamente o motivo por trás do movimento.

Logo, a causa da inflação mais alta significa uma retomada da economia, com algumas surpresas positivas em dados de atividade.

Entre os setores mais resilientes estão:

  • Supermercados;
  • Logísticas;
  • Serviços públicos.

Por fim, dentro de um quadro de juros mais altos, os bancos e algumas empresas ligados ao setor de energia conseguem margens melhores em seus negócios.

Inflação quebra recorde

No acumulado nos 12 meses, a inflação acelerou para 8,06%, o maior patamar desde setembro de 2016, bem acima do teto da meta que foi perseguida pelo Banco Central em 2021.

Avaliando o histórico dos últimos 11 anos e a correlação do desempenho das ações com expectativas de inflação, foi possível observar que os setores que lideraram os ganhos foram:

  • Educação;
  • Commodities;
  • Alimentos;
  • Bebidas.

Esses setores respondem por 15 das 25 principais ações que lideraram os ganhos no período, considerando um total de 87 papéis.

Por outro lado, 21 das 25 ações que representaram as maiores perdas incluem:

  • Finanças;
  • Imóveis;
  • Serviços públicos.

Assim, empresas como PagSeguro e BTG Pactual historicamente têm se saído bem, enquanto a Gerdau vai indo bem mal.

Portanto, a partir daqui os setores que devem se beneficiar mais com a alta da Selic são:

  • Tecnologia;
  • Varejo;
  • Finanças.

Já os setores que devem sofrer mais são:

  • Educação;
  • Serviços públicos;
  • Transportes;
  • Imóveis.

Desta forma, mais uma vez a empresa PagSeguro aparece entre os mais beneficiados, enquanto as empresas Iguatemi podem enfrentar ventos contrários.

Negociada em Nova York, a ação do PagSeguro registrou uma alta de 4,81% em junho, entretanto, ela perde 9,51% no ano.

Assim, ela se tornou o desempenho mais fraco de papéis que estão ligados a tecnologia após o boom em 2020.

No ano passado, o papel conseguiu registrar o ganho de 66,51%.

 

Portanto, se você está investido atualmente no mercado, fique de olho nas movimentações das ações devido a grande camada da inflação que caminha para o Brasil.

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