Economia Verde: Após pressão de Salles, coordenador é exonerado do cargo

O coordenador da economia verde, Gustavo Fontenele, foi exonerado do cargo, após pressão feita pelo atual Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

O acontecimento se deu devido a possíveis divergências sobre as regras que irão balizar a abertura do mercado de carbono no Brasil.

Sendo assim, Fontenele deixou o cargo após a decisão de Carlos Costa, responsável pela produtividade, emprego e competitividade do Ministério da Economia.

O secretário afirmou que o acontecimento foi devido a pressão do ministro do meio ambiente.

Dessa forma, a exoneração foi publicada oficialmente no Diário da União no dia 10 de maio, mas foi informada publicamente nos últimos dias.

Gustavo Fontenele vinha assessorando diversos projetos estratégicos na área de infraestrutura, voltados para o processo de licenciamento ambiental.

Divulgação Oficial da exoneração do coordenador da Economia Verde

Através de uma nota da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade que essa exoneração ocorreu de forma interna, após uma decisão do ministério.

Dessa maneira, foi afirmado também que não houve nenhum tipo de interferência externa para a tomada de decisão.

Todas as medidas tomadas, segundo a secretaria, são para “reforçar o compromisso em favor de medidas que preservem a soberania do Brasil e que aumentem a competitividade e contribuam para a economia sustentável”.

Não houve nenhum tipo de pronunciamento do atual ministro do meio ambiente, Ricardo Salles.

Assim como o próprio Ricardo Fontenele também não comentou sobre o assunto.

Desde o último ano, Ricardo vinha defendendo e apresentando ideias de projetos que defendiam a criação de mercados de comercialização de créditos de carbono.

Entretanto, esses temas ainda dependem de algumas regras que garantam a segurança jurídica da regulação.

Conflitos entre os ministérios

É possível notar que com essa exoneração do coordenador da Economia Verde, a exposição de um duelo e divergências de interesses entre o Ministério do Meio Ambiente e a pasta comandada por Paulo Guedes.

Dessa forma, existem diversos planejamentos e projetos que possuem dualidades entre os responsáveis pelo setor.

Fontenele possui bastante conhecimento didático sobre o assunto e muitos outros que eram ligados ao meio ambiente, ele ficou no cargo por 11 meses.

Atualmente, ele se tornou analista de comércio internacional, também no governo federal.

Uma das principais barreiras criadas pelo coordenador e outros técnicos em sua gestão foi o impedimento de uma criação de imposto de carbono. 

Temia-se que a empreitada acabasse se resumindo a um aumento da carga tributária, sem que houvesse compensação. 

E isso estava fora de discussão, até porque o discurso do ministro da Economia é o de que não haverá elevação de pagamentos pelo contribuinte à Receita Federal.

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Bruna Cezario

Estudante de Administração pela Universidade de São Paulo, atuo como redatora de conteúdo digital. Sou apaixonada por marketing, empreendedorismo e finanças. Tornar esses assuntos fáceis de serem compreendidos por você, é o meu principal propósito!